Químico, o engenheiro que participa da essência dos processos

O que têm em comum a Coca-Cola, a gasolina e aquela bolacha que você belisca entre uma aula e outra do cursinho? A resposta é simples: o trabalho de um engenheiro químico. É ele que vai ajudar na fabricação desses produtos em escala comercial, podendo ser responsável tanto pela instalação da indústria em si quanto pelo controle de qualidade. Não é à toa que muitas vezes os profissionais são descritos como os mais versáteis entre os engenheiros. Essa variedade faz parte da natureza da formação acadêmica, que alia princípios da matemática, química, biologia e física com técnicas da engenharia. Mas não basta ser bom nessas disciplinas durante a escola para ser bem-sucedido nos cinco anos de curso, segundo os professores. ?Uma pessoa que goste muito de Química, por exemplo, geralmente se dá melhor fazendo essa faculdade do que escolhendo a Engenharia Química?, explica Pedro Maurício Buchler, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Na faculdade, que tem um dos cursos mais disputados do País, com classificação A no Provão, os alunos são encaminhados a possíveis empregadores a partir do terceiro ano, graças ao sistema cooperativo. O período letivo é dividido em três quadrimestres, sendo um deles passado numa empresa do setor que mais interessa ao estudante. ?Quem gosta de tratamento de água e esgoto pode atuar na Sabesp, por exemplo?, explica Buchler. Segundo ele, empresas como a Açúcar Guarani e a Ajinomoto estão entre as que aceitam alunos da USP. ?O campo de atuação para esse profissional é bastante amplo, passando pela produção, pela parte gerencial e administrativa e pelo acompanhamento do processo industrial.? Também conceito A no Provão, a Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece aos alunos a oportunidade de trabalhar em uma empresa júnior, a Propec. A entidade já prestou serviços para a Gessy Lever e a Procter&Gamble, entre outras. Corra atrás Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-www.ufrj.br) e engenheiro-sênior da Petrobras, Eduardo Falabella Sousa-Aguiar diz que estudar é essencial para quem quer se dar bem na profissão. ?É importante ter uma atitude pró-ativa, ou seja, ?correr atrás?. O jovem acomodado, ainda que seja um bom aluno no sentido tradicional, está fadado ao insucesso.? Falabella dá dicas dos setores que estão em voga. ?Novamente, a área petroquímica vem despertando interesse e oferecendo empregos. É importante ressaltar a mudança da matriz energética brasileira, com maior ênfase no gás natural, o que dá ao especialista na área uma perspectiva atraente.? Segundo ele, é preciso lembrar também os campos de Energia e Meio Ambiente, que oferecem ?inúmeras possibilidades de atuação?.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2002 | 18h24

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