David Hill/Divulgação
David Hill/Divulgação

Questões de 'maratona' de programação simulam problemas da vida real

Na final deste ano do ICPC, por exemplo, participantes deveriam traçar rotas de avião

Carlos Lordelo, do Estadão.edu, enviado especial a Varsóvia,

29 Maio 2012 | 00h08

Os problemas do International Collegiate Programming Contest (ICPC) são elaborados por uma comissão de professores de Computação e ex-competidores. Na final mundial caem entre 8 e 12 questões, todas em inglês. Elas têm níveis de dificuldade diferentes e a maioria é apresentada no contexto de uma situação real. Este ano, por exemplo, os participantes deveriam criar programas de computador para aperfeiçoar rotas de avião, o trabalho de um robô aspirador de pó, o carregamento de contêineres, etc.

 

“O primeiro desafio é interpretar o problema para se chegar a uma expressão que possa ser resolvida com algoritmos elegantes”, diz o matemático Bill Poucher, diretor executivo do ICPC. As respostas devem ser submetidas em linguagem Java ou C/C++. A cada submissão incorreta o time é penalizado com o acréscimo de 20 minutos no tempo final.

 

Segundo Robert Roos, jurado do ICPC desde 1996, o objetivo é que todos os times façam ao menos um problema e que todas as questões sejam resolvidas, mas que nenhuma equipe consiga acertar tudo. Para ele, numa “boa competição”, até os melhores grupos trabalham até o último minuto.

 

Foi o que ocorreu em Varsóvia, onde ocorreu a final deste ano. Não adiantou Stanford ter saído na frente logo aos 15 minutos de prova, resolvendo o problema B, porque nos instantes finais a equipe anfitriã, da Universidade de Varsóvia, e os russos da Universidade Estadual de Tecnologia da Informação, Mecânica e Óptica de São Petersburgo assumiram a ponta. Detalhe: o telão fica congelado na última hora do torneio. Só as comemorações mais exaltadas indicavam o que se passava na arena. E, pelo jeito, os poloneses seriam os campeões.

 

Mas aí a competição acabou e, após alguns minutos de suspense, o telão voltou a ser atualizado, começando pela última equipe e em direção à primeira colocada. Pouco a pouco os grupos descobriram sua posição final no ranking. A Universidade de Varsóvia chegou a liderar a disputa, até que fosse atribuída a pontuação aos russos. Então o time de São Petersburgo pôde celebrar, porque acertou a mesma quantidade de problemas (9) que os poloneses, mas em menos tempo de prova, acrescidas as penalidades.

 

* O repórter viajou a convite da IBM

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