Alex Silva/AE
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Queimando etapas

Faculdade Impacta e empresas alemãs criam vestibular-trainee

Carlos Lordelo, Estadão.edu

20 Agosto 2011 | 17h06

Imagine entrar na faculdade com emprego garantido em uma multinacional, num processo que mistura vestibular e entrevistas de emprego. Mais: a companhia paga seu curso e uma bolsa-auxílio. E pretende te contratar após a formatura.

Um grupo de sete jovens tem essa oportunidade em São Paulo. Eles integram a primeira turma do curso superior de Tecnologia em Redes da Faculdade Impacta, que adota o modelo dual de ensino. Pelo sistema, tradicional na Alemanha, a formação do aluno ocorre na sala de aula e na empresa onde faz estágio.

As aulas do curso começaram este mês. A graduação, com ênfase em TI e automação industrial, terá duração de sete semestres. A cada 13 semanas, os alunos deixam a faculdade e vão trabalhar nas companhias que patrocinam seus cursos, onde podem aplicar na prática o que aprenderam. Depois de 13 semanas de trabalho, voltam aos bancos da Impacta.

A iniciativa partiu da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Quatro filiais de companhias alemãs já “adotaram” alunos e outras ainda estão em processo de seleção. Os interessados devem ter o ensino médio completo e nível básico de inglês.

A Festo, empresa de tecnologia de automação industrial, está patrocinando dois alunos. “A vantagem do modelo dual é que você consegue envolver o jovem na rotina da empresa logo no início do curso e acompanhar seu desenvolvimento”, diz o diretor de Desenvolvimento Organizacional da companhia, Uwe Kraus.

Rolander José Neves, de 20 anos, que vai estagiar na Festo, saiu da empresa onde estava trabalhando para fazer o curso. “Quero voltar ao mercado mais qualificado”, explica.

As perspectivas profissionais também deixam animado Denis Ramos de Souza, de 23, que será colega de Rolander na empresa. “Já tenho curso técnico de hardware e redes e estou fazendo outro, de mecatrônica. Agora tenho a oportunidade de fazer um curso superior.”

Escolhido na seleção feita pela Kostal Eletromecânica, Jonatas Correia, de 19, já veste a camisa da empresa. “Pretendo ficar na Kostal a vida inteira.” / COLABOROU MARINA ESTARQUE, ESPECIAL PARA O ESTADO

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