'Queda em indicador é muito preocupante', diz especialista sobre Ideb

Gerente da área técnica do movimento Todos pela Educação explica que é preciso trabalhar a transversalidade para atrair o jovem

Entrevista com

Alejandra Meraz Velasco*

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

06 Setembro 2014 | 00h34

1. O que os números do Ideb nos mostram?

Os anos iniciais continuam apresentando melhoria, estão atingindo as metas de todas as redes. A preocupação começa nos anos finais, que vinham atingindo as metas, mas houve agora um pequeno avanço e se descumpriu pela primeira vez a meta do Ideb, em um movimento parecido ao que observamos no ensino médio. 

2. Tivemos algum caso aquém do esperado?

Todos os casos que não cumpriram a meta. Em termos gerais, a gente precisa analisar melhor o que aconteceu no ensino médio. Ter queda em um indicador é muito preocupante. É inadmissível. Um diagnóstico do ensino médio requer que a gente olhe para outras coisas, como a formação de professores. É preciso que eles tenham formação específica na disciplina que lecionam e a gente ainda tem uma deficiência grande nesse sentido - nos anos finais do ensino fundamental, 33% têm licenciatura específica e no ensino médio, 48%.

3. Quais são os desafios do País para os próximos anos?

Precisamos ter ações focadas. A reformulação do ensino médio está sendo discutida em diversos âmbitos - no Congresso Nacional e em vários Estados já existe bastante reflexão amadurecida. A sociedade civil também está falando mais veementemente sobre necessidade de reformulação, de proposta. O ensino médio no Brasil é único para o país inteiro, independentemente da sequência que o jovem vai estar na vida. Não atrai o jovem. É preciso trabalhar a transversalidade - articular as disciplinas para que elas tenham sentido para esse jovem.

* É gerente da área técnica do movimento Todos pela Educação

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