Quebrando a tradição em Stanford

Depoimento de Pedro Doria, editor-chefe de Conteúdos Digitais do Grupo Estado

Estadão.edu

30 Novembro 2010 | 01h15

Fui para Stanford em 2008, com bolsa da Knight Fellowship (programa criado pelo empresário John Knight), voltada para jornalistas  em meio de carreira – a universidade não tem graduação em Jornalismo, só pós. Já tinha tentado, dois anos antes. É comum a frustração de passar por um  primeiro e, às vezes, por um segundo “não”.

 

O programa vai de setembro a junho. Você pode fazer cursos de graduação ou pós. E não aprende só no câmpus. Stanford é parte integral do Vale do Silício –  Yahoo e Google saíram de lá. Você vai à Apple, conhece engenheiros do Google.

 

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Fiz vários cursos. Em tecnologia digital tive aula com uma das mentes mais brilhantes do vale, Howard Rheingold, que ajudou a fundar a revista  Wired e foi um dos primeiros a escrever sobre comunidades virtuais. Era um curso básico, de reportagem multimídia, mas aprendi algo muito  mais valioso: entender como um cara desses pensa. Outro curso interessante foi de business, de construção de uma empresa iniciante de mídia.

 

Em Stanford praticamente não ensinam mais jornalismo tradicional. Querem formar alguém capaz de se sustentar sem ter uma empresa pagando seu salário. Mais  que ensinar a tradição, ensinam você a pensar em como reinventar o jornalismo.

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