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Que escola é melhor? Uma questão sem resposta certa

A escolha deve ser feita em família, respeitando os valores e o estilo de pais e filhos, recomendam especialistas ouvidos pela equipe do 'Estadão.edu'

Tatiana Cavalcanti, Especial para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

Mudar o filho de escola não é uma decisão simples. Para fazer essa escolha, muitos pais tomam por base o desempenho dos colégios no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que foi divulgado no início de agosto pelo Ministério da Educação (MEC). Para esta reportagem foi feito um recorte com as 50 escolas de São Paulo mais bem avaliadas na prova, excluindo aquelas em que menos de 61 alunos participaram no ano passado - veja nesta reportagem especial, com os dez colégios à frente em cada região da capital paulista.

A classificação no exame nacional pode ser um dos critérios levados em conta pela família. Mas o próprio ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou em agosto, na entrevista de divulgação da lista com o resultados das escolas na prova, que a avaliação serve como um serviço, mas não deve ser o principal aspecto. “Quando um pai vai escolher a escola para o filho, não basta olhar o ranking nu e puro do Enem. É preciso considerar um conjunto de fatores.”

Uma dica dada pelo ministro na ocasião é verificar como anda a rotatividade de docentes no colégio, por exemplo. “É preciso observar se o professor dá aula apenas naquela escola e se o corpo docente se mantém relativamente igual com o passar dos anos. Essa estabilidade é importante.”

Especialistas garantem que nem sempre o colégio mais bem avaliado no Enem é o ideal para a criança ou o adolescente. O processo de escolha de uma nova escola deve respeitar os valores e o estilo da família. Tudo depende do perfil do aluno.

Enzo Batista Conte, de 12 anos, estudava em uma escola alemã onde aprendia, além desse idioma, inglês e espanhol. Apesar da estrutura e das aulas de qualidade, o aluno não se sentia integrado no colégio. “Percebi que ele estava regredindo em vez de aprender. O Enzo convivia com descendentes de alemães que estudavam ali desde a infância e já tinham aquela cultura enraizada”, diz a contadora Rosimeire Manias Batista, de 40 anos, mãe do garoto. “Ele estava infeliz. Apesar de muito boa, aquela não era uma escola compatível com o perfil dele. Então, decidi que era hora de mudar.” 

Atualmente, Enzo estuda no Colégio Maria Imaculada, no Paraíso, na região central de São Paulo, onde está matriculado desde fevereiro. “Já me sinto adaptado e adoro as aulas de robótica”, conta o menino, que pretende ser engenheiro.

Rosimeire afirma que em um semestre Enzo “progrediu 100%”. “Agora ele também tem aulas de natação e atividades extracurriculares que agregam as famílias. Ele está muito feliz e eu, mais tranquila.” 

Para escolher a nova instituição de ensino, a mãe visitou escolas perto da região onde mora, analisando a estrutura (laboratório, biblioteca e quadras poliesportivas, entre outros), a limpeza e a educação dos funcionários. “Isso é importante, afinal, eles também vão fazer parte da formação do meu filho.”

A situação descrita por Rosimeire não é incomum. Ter dúvidas faz parte do processo, de acordo com especialistas. Uma das primeiras perguntas que vem à cabeça dos pais na hora de mudar o filho de escola é: qual é a melhor opção?

Devem ser avaliados desde aspectos físicos e operacionais - como a estrutura do lugar e a distância a que fica de casa - até a linha pedagógica e a filosofia do colégio, recomenda Marili Moreira da Silva Vieira, coordenadora pedagógica da Universidade Presbiteriana Mackenzie e professora de Psicologia da Educação no Centro de Educação, Filosofia e Teologia na mesma instituição.

“Normalmente, isso leva um tempo e deve ser feito com um semestre de antecedência, de forma que se possa visitar a escola em vista e envolver o filho no processo.” De acordo com Marili, essa participação do aluno é essencial no ensino fundamental 2 e no médio.

Durante a escolha da escola, os pais podem levar em consideração diferentes critérios. /COLABOROU CAMILA SANTOS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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A escola ideal ajuda a criança ou adolescente a atingir as metas

Para coordenador pedagógico, importante que os pais, em primeiro lugar, decidam que tipo de formação pretendem oferecer aos filhos

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

“A escola ideal é a que ajuda a criança ou adolescente a atingir as metas traçadas pela família e pelo próprio aluno”, afirma o coordenador pedagógico do Colégio Argumento, Alexandre Braga. “É importante que os pais, em primeiro lugar, decidam que tipo de formação pretendem oferecer a seu filho. Com isso em mente, devem pesquisar e visitar escolas.”

A boa impressão que o músico Marcelo Michelino, de 50 anos, teve durante a visita ao Colégio Equipe o levou a matricular o filho Guile, hoje com 20 anos, para cursar lá o ensino médio. O aluno deixou de estudar na zona sul para ir para a instituição em Higienópolis, na região central. “A gente tem de escolher uma escola que tenha a ver com o que a gente é em casa. A educação tem de se parecer com o núcleo familiar do aluno.”

O padre Geraldo Lacerdine, da direção do Colégio São Luís, concorda: “A escola deve ser uma extensão do que a família acredita. A recomendação é que os pais procurem aquelas que dialoguem com o modelo da família e com a personalidade do filho. Quanto mais os pais entenderem o que estão procurando, mais chances têm de encontrar.”

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Antes da escolha, é importante conhecer as linhas pedagógicas

Segundo especialista, há basicamente dois tipos de colégios: os tradicionais e os que fazem parte do movimento Escola Nova

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

Os modelos pedagógicos adotados pelas escolas são diversos, desde os que priorizam o conteúdo aos mais interacionistas. Segundo a professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Maria Angela Barbato Carneiro, há basicamente dois tipos de escolas: as tradicionais e as que fazem parte do movimento chamado Escola Nova. Vale, então, conhecer as diferentes linhas existentes para decidir com mais segurança.

Maria Angela salienta, no entanto, que não há a aplicação de linhas pedagógicas puras nos colégios. Ela explica que as instituições costumam mesclar os métodos, criando seus “procedimentos metodológicos”.

Não há uma linha correta, afirmam educadores. “Não se deve enumerar os elementos positivos e negativos de cada abordagem”, diz Marcos Garcia Neira, professor de Metodologia do Ensino da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

“As propostas foram elaboradas em contextos distintos para realidades diferentes.” Para a professora da PUC-SP, o desenvolvimento do aluno depende do professor e até mesmo da organização familiar. “Deve haver uma experimentação das opções para que se perceba em qual linha a criança se encaixa melhor.”

“O importante é verificar se o aluno desenvolve, ao lado dos vários conteúdos, habilidades de pensamento, como comparação, análise, síntese e avaliação. O aluno deve aprender a resolver problemas, a escrever e a articular conteúdos de diferentes áreas”, diz a coordenadora pedagógica do Mackenzie, Marili.

Outra dica da especialista é os pais fazerem perguntas para se certificar de que a escola tem condições de atender seu filho. “Não esconda dificuldades e necessidades especiais, achando que a escola deverá garantir seus direitos posteriormente. Cada escola tem um estilo e uma forma de trabalhar com seus alunos, com diferentes níveis de exigência.”

Os pais devem se inteirar sobre a metodologia de ensino adotada nas aulas, o processo de avaliação, a recuperação de conteúdo que não foi assimilado, o código de conduta e o procedimento da escola para casos de indisciplina. Também é importante perguntar sobre atividades extras, excursões e materiais complementares, e seus respectivos custos. O indicado é tirar com o coordenador pedagógico da escola todas as dúvidas que surgirem.

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Religião pode ser tão importante quanto a linha pedagógica

Caso a escola seja religiosa, é importante verificar se o que a instituição ensina está de acordo com o que a família acredita

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

Para alguns pais, a religião também pode ser tão importante na escolha quanto a linha pedagógica. O músico Michelino, por exemplo, não quis que o filho Guile estudasse num colégio religioso. “Buscamos uma escola que também fosse laica, que tivesse ambiente tranquilo e desse uma educação crítica.”

Caso a escola seja religiosa, é importante verificar se o que a instituição ensina está de acordo com o que a família crê. A consultora de viagens Ana Paula Lima, de 30 anos, não se incomoda que os filhos Lucas, de 9 anos, e Vitor, de 8, ambos no ensino fundamental 1, tenham aulas de religião no Instituto Madre Mazzarello, no Mandaqui, na zona norte, onde passaram a estudar neste ano.

“Os livros de ensino religioso que eles utilizam falam muito mais sobre respeito e família do que sobre a religião em si. É para todos. Tem orações, mas nada é forçado.”

A adaptação de Lucas e Vitor ao novo ambiente não foi um problema. “Não tiveram dificuldades. Porém, as notas caíram um pouco, já que o Mazzarello tem algo que me agrada muito: erros de português tiram nota em qualquer matéria.” No 4.º ano, Lucas tem aulas de espanhol e o tablet já faz parte da sua rotina escolar. “É uma escola moderna, com ensino tradicional. Eles têm Filosofia na grade curricular e, com isso, aprendem a pensar e a questionar”, destaca a mãe.

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Se o objetivo é garantir competitividade, Enem é critério fundamental

Especialista alerta, porém, que ter um bom desempenho na lista do exame não garante que uma escola seja melhor do que as outras

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

Se o objetivo é garantir melhor competitividade nas avaliações institucionais, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser sim um critério fundamental na escolha da escola, segundo a especialista em Educação Rute Rodrigues dos Reis, coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo). “Ter professores bem formados, criativos e motivados (na graduação) é essencial, mas é preciso que tenhamos bons alunos para garantir esse sucesso institucional.”

O comerciante Moubarac Khanjar, de 45 anos, e sua mulher, a inspetora de alunos Claudenice, de 46, mudaram os três filhos de escola entre o ano passado e este. Para escolher a nova instituição que ficaria responsável pela educação do trio, eles levaram em conta a nota obtida no Enem pelo Colégio Argumento, em Ermelino Matarazzo, um dos dez com melhor desempenho da zona leste.

“A primeira coisa que observamos foi a organização da escola, a qualificação dos professores e o nível do ensino. Tudo para ‘moldar’ nossos filhos”, afirma Khanjar. “O critério decisivo foi o Enem, visto que o colégio alcança sempre posições exemplares.”

O comerciante acredita que os filhos - Narryda, de 18 anos, Meher, de 15 (ambos no ensino médio), e Mohamed, de 14 (fundamental) - estão “mais focados em relação aos estudos”. “O ensino é mais rígido, mas eles foram se acostumando. Vimos que nossos filhos ficaram mais esforçados. A nova escola possibilitou um modo de estudo que não tínhamos.”

Wolney Candido Melo, coordenador pedagógico do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, explica que o Enem avalia competências de leitura e interpretação de textos, exigindo que o aluno construa argumentações e que possa raciocinar e aplicar o conhecimento adquirido em situações da vida concreta.

“Isso é o que se espera que o estudante bem formado seja capaz de fazer ao término de sua escolaridade básica”, afirma. “Além disso, o Enem é a porta de entrada para 90% das universidades federais do País, isso sem contar outras boas instituições. Portanto, trata-se de um critério que deve ser levado em conta no momento de escolher uma escola, mas não é o único.”

Ter um bom desempenho na lista do Enem não garante que uma escola seja melhor do que as outras, segundo Melo. “O que deve ser levado em consideração é o que podemos chamar de ‘efeito escola’, que indica o quanto o colégio agregou de conhecimento ao aluno”, destaca. “Isso significa observar como era o aluno ao chegar à escola e como é esse aluno no final de sua trajetória ali.”

Instituições que recebem estudantes oriundos das mais diversas realidades escolares, boas ou más, e que conseguem fazer com que eles sejam capazes de obter bons resultados acadêmicos e profissionais têm muito mais relevância formativa do que aquelas que selecionam apenas as crianças e os adolescentes com altíssimo rendimento, simplesmente excluindo os demais, acredita Melo.

“Como esses alunos já iam bem nos testes antes, a melhora proporcionada por essa escola, de fato, foi menor do que aparenta ser. A ideia é ver o quanto a escola pode melhorar o aluno.”

A docente Edith Rubinstein, psicopedagoga, terapeuta familiar, especialista em Mediação Educacional e coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia, afirma que, embora os resultados do Enem sejam valorizados pelas escolas e pelas famílias, existem outros parâmetros que poderão contribuir para a formação pessoal de modo mais amplo.

“Há instituições que oferecem atividades complementares que aguçam a criatividade, o espírito crítico e a fluência com novas tecnologias, abrindo caminhos para o empreendedorismo.”

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Pais devem estar atentos aos espaços físicos da escola

É necessário observar o tamanho das turmas e as áreas para brincadeiras e refeições; tecnologia não pode ser um fator decisivo

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

O resultado acadêmico, de acordo com a docente Edith Rubinstein - psicopedagoga, terapeuta familiar, especialista em Mediação Educacional -, não deve ser o único critério considerado na hora de trocar a escola. “Outros aspectos são igualmente importantes tais como o grau de conforto do filho na instituição”, diz a coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia.

Ao visitar uma escola, os pais devem estar atentos aos espaços destinados a cada etapa. No fundamental 1, Edith alerta que é necessário observar o tamanho das turmas e as áreas para brincadeiras e refeições. “Esses aspectos são importantes dependendo do estilo do aluno e de suas necessidades. Algumas crianças precisarão de maior atenção e as classes numerosas não lhes são favoráveis.”

É indicado nessa fase conhecer a metodologia utilizada para o desenvolvimento da construção da escrita e do raciocínio matemático, segundo a professora. “Essa etapa inicial é primordial para que a criança consiga ultrapassar o desafio da alfabetização. A segurança inicial nos primeiros três anos é importante para a construção de uma escolarização mais tranquila e autônoma.”

No fundamental 2, é importante observar o tamanho das turmas e o espaço para Educação Física. No ensino médio, a escola deve contar com espaços como laboratórios, biblioteca e salas de estudo.

Uso de tecnologia. Tablets e outros meios tecnológicos podem impressionar os pais na hora de optar por uma escola, mas não devem ser fator decisivo na escolha. O uso desses recursos não é sinônimo de ensino moderno, alertam os especialistas.

“A simples transposição de conteúdos dos livros para os tablets não significa, necessariamente, algo novo”, afirma a diretora-geral do Colégio Rio Branco, Esther Carvalho, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação. Segundo Esther, é importante saber como essa tecnologia é usada, com que frequência ela está presente no trabalho escolar e em que medida, de fato, promove formas inovadoras de ensinar e de aprender.

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Pais devem avaliar valor da mensalidade, distância e locomoção

Especialista chama a atenção para a análise do custo e do benefício de se mudar um filho de escola; alto preço não significa qualidade

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

A psicóloga e orientadora educacional do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, Tania Maria Tupy, chama atenção para a análise do custo e do benefício de se mudar um filho de escola. “O alto preço de uma escola não significa, necessariamente, que ela é a melhor. Há excelentes instituições com bons projetos pedagógicos com valores mais acessíveis e justos.”

A especialista explica que a escola de boa qualidade é aquela que propicia ao aluno um desenvolvimento acadêmico de excelência aliado à formação integral do cidadão autônomo e respeitador das diferenças existentes entre as pessoas. “Os pais devem avaliar aspectos mais pragmáticos, como valor da mensalidade e mobilidade urbana.”

Sem condições de continuar arcando com o preço de uma escola privada, a gerente administrativa Maria Auxiliadora Dobarco Filha, de 41 anos, matriculou a filha Tamiris, de 17, na Escola Técnica Estadual (Etec) Carlos de Campos, no Brás, na região central.

“A mensalidade cara já não cabia no meu orçamento”, explica Maria Auxiliadora. “Decidimos mudar, também, para sair do universo da escola particular, onde ela sofreu bullying no 7.º ano. Queria que ela se jogasse mais no mundo mesmo.”

Distância e locomoção. Para Tamiris, a mudança mais gritante foi a locomoção, segundo a mãe. “Antes ela estudava a menos de um quilômetro de casa. Hoje demora uma hora para chegar. Ela fica dentro de um ônibus lotado e enfrenta muito trânsito.”

Tania Maria, do Liceu de Artes e Ofícios, ressalta que a localização da escola deve ser levada em conta na escolha, pois as condições e o tempo gasto no deslocamento contribuem para desgaste físico e mental do aluno. “O ideal é que a escola esteja em um lugar de fácil acesso, com opções de transporte e segurança no entorno.”

O padre Geraldo Lacerdine discorda e destaca que um dos maiores equívocos é se guiar pela objetividade e decidir por um colégio pela localização. “É importante conhecer seu filho e escolher a escola adequada para ele, e não a melhor para a praticidade dos adultos.”

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Primeiro aspecto a ser avaliado é a razão para a troca da escola

Há crianças que se adaptam a colégios rígidos e competitivos, enquanto outras precisam de outras perspectivas e atividades

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

O primeiro aspecto que precisa ser avaliado é a razão para trocar de escola, segundo a diretora-geral do Colégio Rio Branco, Esther Carvalho, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação. “Existe a criança que se adapta a uma escola mais rígida, mais competitiva, e há aquela que precisa de outras perspectivas, como projetos interdisciplinares, atividades diversificadas não apenas voltadas para resultados.”

De acordo com Marili, especialista do Mackenzie, matricular o filho em um colégio novo não é algo que deva ser feito com frequência. “Os vínculos de amizade e com os professores e profissionais da escola que o aluno estabelece são um fator muito importante no desenvolvimento do estudante.” Porém, segundo ela, há momentos em que a troca se torna necessária por diversos motivos, desde mudança da família até mesmo insatisfação com a escola.

Se a criança ou adolescente está infeliz ou se a instituição não está trabalhando o potencial do aluno na sua plenitude, deve-se procurar uma nova, afirma Braga, do Colégio Argumento. “Uma mudança de escola feita com sabedoria e bom senso só traz vantagens ao aluno.”

Na hora de avaliar o colégio, é essencial ter em mente que, assim como não existem famílias ideais, também não existem escolas ideais, segundo a diretora do Colégio Rio Branco. “Nenhuma instituição atenderá plenamente a todos os anseios. A decisão de permanecer em uma escola é definida pelo saldo dos pontos positivos e negativos identificados pela família.”

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