Quatro escolas do interior paulista são ocupadas contra reforma

No início da tarde, estudantes ocuparam a Escola Estadual Professor Álvaro Cotomacci, em Campinas. De acordo com a direção da escola, uma tentativa de diálogo foi rejeitada pelos ocupantes

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2016 | 00h04

SOROCABA – Mais duas escolas estaduais foram ocupadas nesta terça-feira, 1, elevando para quatro o número de unidades escolas tomadas pelos alunos em protesto contra a reforma do ensino médio, no interior de São Paulo. No início da tarde, estudantes ocuparam a Escola Estadual Professor Álvaro Cotomacci, em Campinas. De acordo com a direção da escola, uma tentativa de diálogo foi rejeitada pelos ocupantes. Eles deram um prazo para a saída dos funcionários e fecharam o portão. A ação é um protesto contra o projeto de reforma do ensino médio do governo federal. 

Ainda em Campinas, estudantes da região do Campo Grande fizeram uma passeata, de manhã, contra as reformas do governo Temer. A Polícia Militar acompanhou o protesto, mas não divulgou números – de acordo com os estudantes, havia 150 pessoas na manifestação. Na semana passada, os estudantes já haviam invadido outras três escolas no município, mas as unidades foram desocupadas à força pela Polícia Militar. Os estudantes foram detidos e levados de ônibus para delegacias da Polícia Civil. 

Em Bauru, na manhã desta terça, estudantes ocuparam a Escola Estadual Guia Lopes, na Vila Dutra. Na tarde de segunda-feira, 31, eles já haviam tomado a Escola Estadual Luiz Castanho de Almeida, onde permanecem. O grupo é contra a reforma do ensino médio e a PEC dos gastos públicos, segundo nota divulgada em redes sociais. 

As diretoria regionais de Ensino em Campinas e Bauru informaram que os dirigentes das escolas registraram boletins de ocorrência e que os protestos dos alunos não têm relação com o governo estadual.

Em Avaré, também no interior, completou uma semana nesta terça a ocupação do prédio do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) pelos estudantes. Uma assembleia realizada na noite de segunda-feira decidiu pela manutenção do protesto contra as medidas do governo federal. Uma nova assembleia está marcada para quinta-feira, 3. A escola não está na relação de prédios que terão provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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