Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Quanto e como investir na educação dos filhos?

Análise deve ser feita ponto a ponto, em função do orçamento familiar, incluindo custos extras

Alex Gomes e Ocimara Balmant, especiais para o Estado

30 Outubro 2018 | 03h00

SÃO PAULO - Não importa se é na ponta do lápis, naquela tradicional planilha do Excel ou em um aplicativo modernoso. Educar um filho não é barato e exige um planejamento cuidadoso que garanta o melhor custo-benefício. E, nesse cálculo, não há fórmula. É preciso levar em conta variáveis como renda bruta, número de filhos, disponibilidade de tempo da família, modelo de trabalho dos pais e até o sonho de futuro de cada criança. 

“O custo educacional de um filho pode ser zero, ao optar pelo ensino público, ou pode chegar aos seis dígitos anualmente, em uma escola particular internacional de tempo integral”, compara Elle Braude, da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. “A família precisa conhecer bem seu orçamento e buscar comprometer uma parcela de sua renda com gastos de educação de forma saudável.”

O saudável, explica a planejadora, é investir em educação (quando se pode), mas sem deixar que haja concentração excessiva de despesas nesse item, já que existem outras contas a pagar. Além da mensalidade, ainda é preciso considerar os gastos com materiais didáticos e alimentação durante o expediente escolar. “Se o orçamento familiar fica excessivamente comprometido com uma categoria, isso pode desequilibrar a vida financeira da família. Equilíbrio é a palavra apropriada.”

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O custo educacional de um filho pode ser zero, no ensino público, ou chegar aos seis dígitos anualmente, em uma escola particular internacional de tempo integral. A família precisa conhecer bem seu orçamento e buscar comprometer sua renda de forma saudável.
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Elle Braude, da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros

Mas, como equilibrar? É exatamente nesse ponto que entra a ponderação ponto a ponto. Se o orçamento da família já está todo comprometido com gastos necessários - como aluguel, alimentação e saúde -, os especialistas recomendam a matrícula em uma escola pública e a busca por cursos extracurriculares que sejam muito importantes para a formação, como o de idiomas. Nesse caso, é importante garimpar para encontrar opções que caibam no bolso. Aqueles interessados em um conteúdo curricular mais aprofundado podem fazer uma pesquisa pela internet. Na própria rede, há plataformas gratuitas com conteúdo muito bem estruturado.

Agora, se a ideia é investir em um colégio privado, o ideal antes de efetuar a matrícula é ponderar os prós e os contras dos formatos disponíveis. Meio período ou integral? Convencional ou bilíngue? “Normalmente, é mais econômico pagar por evento. A criança vai para a escola e depois para o inglês, o futebol ou o balé”, explica o professor Michael Viriato, coordenador do laboratório de Finanças do Insper. Mas, se a família reside em uma grande metrópole, pondera, esse cálculo pode não fazer sentido. “O tempo e o dinheiro que são gastos nos deslocamentos fazem valer a pena pagar a mais e deixar o filho em tempo integral.”

Entretanto, a associação de ensino em período parcial com cursos extracurriculares também pode ser vantajosa para quem busca flexibilidade e tem renda variável. “Os cursos livres podem ser adequados conforme os interesses familiares. E, em caso de imprevistos financeiros, a família tem como priorizar a manutenção do ensino escolar, cortando os cursos extras até conseguir se reestruturar financeiramente”, pondera a planejadora financeira Elle Braude.

Em uma época em que o inglês já é condição para empregabilidade, garantir que os filhos cresçam fluentes é outra preocupação comum - até dos pais que aprenderam ou ainda lutam para assimilar após adultos o idioma, sob o risco de não perder oportunidades de trabalho. E, daí, entra na conta o custo de uma escola bilíngue, em média 50% mais cara do que uma monolíngue, mas em cujo ambiente o aprendizado é mais eficaz e natural.

Essa foi a escolha do empreendedor Caco Santos, que matriculou suas duas filhas no colégio bilíngue Aubrick. Ele destina 20% do orçamento familiar para a educação de Isabella, de 14 anos, e Letícia, de 10. “Tenho ambição de enviá-las para instituições como Stanford e Harvard, então é importante investir esse dinheiro, mesmo que isso implique cortar luxos como restaurantes e aluguel de casa de campo”, conta o pai.

Além da mensalidade, o empreendedor poupa há sete anos cerca de US$ 500 por mês para cada uma das filhas com o objetivo de ajudar a custear o curso superior nos Estados Unidos. “Consideramos as anuidades dessas escolas e já trabalho com a possibilidade de negociação para conseguir valores mais atrativos.”

Planejamento

Apesar de não ser fácil nem simples (e não basta querer, é preciso ter condições), fazer um planejamento a longo prazo é a forma mais indicada de a família se preparar para custear os estudos dos filhos. “As pessoas demoram cada vez mais a se tornarem pais, o que possibilita que tenham um pouco mais de dinheiro quando chegam os filhos. Muitas vezes o suficiente para uma poupança que pode, no futuro distante, custear a faculdade”, afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

Foi o que fez o empreendedor Allan de Souza, há cinco anos, quando as filhas Amanda e Raquel ainda cursavam o ensino fundamental. “Projetei que o custo médio mensal de um bom colégio e de uma faculdade seria por volta de R$ 5 mil. Calculei, assim, que para suprir os três anos do ensino médio e os cinco anos do superior iria necessitar de R$ 500 mil para cada uma delas. Minha meta foi acumular metade desse valor ao longo dos nove anos do ensino fundamental.” Nesse tempo, Allan guardou o dinheiro de bonificações, férias e décimo terceiro e conseguiu o montante.

Hoje, Amanda já está na faculdade e Raquel está no primeiro ano do ensino médio. Allan, por sua vez, vai ter dinheiro sobrando na conta, já que a mais velha foi aprovada em uma universidade pública. “Acabou que fui premiado”, brinca. “Mas estava pronto para investir no futuro delas.”

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Projetei que o custo médio mensal de um bom colégio e de uma faculdade seria R$ 5 mil. Para os três anos do médio e os cinco do superior, iria necessitar de R$ 500 mil para cada uma (das filhas). Minha meta foi acumular metade ao longo do fundamental.
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Allan de Souza, empreendedor que se planejou para a educação das duas filhas

Negociação

Como tudo o que envolve pagamentos, os especialistas aconselham que os pais aprendam a negociar com os colégios. Uma dica certeira é pleitear um desconto em pagamentos antecipados. “Que tal sugerir quitar o próximo ano letivo de uma vez? Estamos em setembro e a escola, como toda empresa, costuma fazer o orçamento do próximo ano nesse período. Ela precisa de dinheiro para ajustar o fluxo de caixa. Algumas oferecem 10% de abatimento em condições assim”, explica Viriato, do Insper.

Também vale tentar permutas - pode ser que a escola precise de um serviço que o pai ou a mãe podem fazer em troca da mensalidade, ou parte dela - e entender a política de bolsas da instituição. “Todas as escolas oferecem algum tipo de bolsa. Os pais não devem deixar de pesquisar, ver os pré-requisitos e condições para se habilitarem”, explica Myrian Lund, professora dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV). “E, nesse caso, como é comum as bolsas estarem atreladas a rendimento do aluno, a criança também tem de ser estimulada a colaborar, a ser um bom aluno.”

Por fim, advertem os especialistas, é preciso dar o passo conforme a perna. “De modo geral, é recomendável que os pais busquem escolas compatíveis com o seu bolso. A criança tem de conviver com uma realidade que é igual à dela, em que as famílias tenham um padrão de vida e consumo semelhante. Uma família de classe média que busca pôr os filhos em uma escola extremamente cara, em que os alunos viajam constantemente para o exterior, por exemplo, pode gerar frustrações na criança”, conclui Myrian.

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De modo geral, é recomendável que os pais busquem escolas compatíveis com o seu bolso. A criança tem de conviver com uma realidade que é igual à dela, em que as famílias tenham um padrão de vida e consumo semelhante.
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Myrian Lund, professora dos MBAs da Fundação Getulio Vargas

Para economizar na escola das crianças

Mensalidade

Se você conseguiu se planejar com antecedência e já possui um montante disponível para a educação dos filhos, vale a pena procurar a administração da escola e sondar um desconto para o pagamento à vista da anuidade. Entretanto, é preciso ver se o desconto vale a pena. Isso significa checar se a diferença entre o pagamento mensal e o pagamento anual adiantado é maior do que o valor que o dinheiro renderia se estivesse aplicado na sua modalidade favorita de investimento.

Alimentação

Lanches e refeições na escola compõem um gasto que se costuma chamar de “invisível”: de pouco em pouco, essa despesa abocanha uma fatia considerável do orçamento familiar. Por isso, sempre que possível, é recomendável mandar ao menos uma parte da alimentação de casa. Além da economia, a refeição também tende a ser mais saudável.

Material

O segredo é sempre comparar preços em busca dos mais em conta e, quando der, comprar o material escolar fora de época, já que é muito comum que os valores desses produtos subam durante os meses de janeiro e fevereiro. Uma boa dica para economizar nos livros didáticos é comprar exemplares de segunda mão. Dá para fazer isso em sebos ou, então, tentar sondar outros pais de crianças mais velhas nas redes sociais ou nos grupos de WhatsApp relacionados à escola. É preciso cuidado apenas para não comprar livros muito antigos, já que eles podem estar desatualizados.

Transporte

Uma ideia para economizar no transporte escolar é procurar implementar a chamada carona solidária, em que um grupo de pais faz rodízio para levar e buscar as crianças no colégio ao longo dos dias da semana. Trata-se de uma alternativa que pode ajudar a diminuir os gastos com educação e é interessante para os pais que não têm tempo de levar os filhos à escola todos os dias, mas também não estão dispostos a pagar por esse serviço.

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Pais devem contribuir para o aprendizado

Colégios convidam a família a colaborar com a construção do conhecimento, com atividades e não apenas indo a reuniões e festas

Alex Gomes e Ocimara Balmant, especiais para o Estado

30 Outubro 2018 | 04h00

SÃO PAULO - Era uma vez uma escola na qual os pais eram informados sobre a metodologia na hora da matrícula e acompanhavam o desenvolvimento dos filhos nas reuniões bimestrais, únicas ocasiões em que pisavam no colégio. Essa cena, comum na maioria das instituições até há algum tempo, tem dado espaço a outro roteiro. Neste, a participação frequente da família é prevista no projeto pedagógico, construído de forma flexível para se adaptar a demandas e rotinas da atualidade.

É uma mudança de mentalidade que inclui desde o agendamento de reuniões de pais em horários fora do expediente de trabalho até o engajamento da família em atividades pedagógicas. “No Brasil, quando se fala de pai ajudar a escola, se pensa em mutirão de limpeza, festa junina, relação de assistencialismo”, afirma Neide Noffs, professora titular da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Não é disso que se trata mais. Agora a lógica é que a família participe da construção do conhecimento com a escola, seja proponente de atividades e não só receptora passiva de um projeto político pedagógico que não contempla essa interação.”

Na Politeia, escola de ensino fundamental, os pais são avisados desse compromisso de interação desde o momento em que vão conhecer o espaço. “A manutenção do projeto pedagógico depende dessa participação. Pais e mães dialogam sobre os percursos tanto individuais quanto coletivos de conhecimento e de gestão da escola”, diz Carol Sumie, uma das fundadoras da instituição.

Mãe de Murilo, de 13 anos, a editora Denise Yoshie Niy lembra de ao menos três situações bem distintas em que participou efetivamente. Em uma, compôs a banca de qualificação de pesquisa de uma estudante - na Politeia, os alunos fazem semestralmente uma pesquisa individual sobre um tema de seu interesse e a escola convida pessoas externas para auxiliar e avaliar a pesquisa. Em outra, conduziu uma oficina para produção de carteiras de tecido, depois vendidas para arrecadar fundos para as bolsas de estudos concedidas pela escola. Por fim, foi convidada a contar um pouco sobre sua história em um grupo de estudos sobre família. “Falei sobre meu pai no Japão durante a 2.ª Guerra e o testemunho dele da explosão da bomba atômica em Hiroshima.”

Afinidade

Se a ideia é participar da vida escolar, no entanto, não basta escolher um colégio aberto a essa construção coletiva. Mais do que atividades inclusivas, a parceria da escola com a família deve nascer do compartilhamento de valores e princípios. “Compreender o projeto político pedagógico da escola é fundamental para aproximar as famílias da expectativa em relação aos processos de construção de conhecimento e de como ocorrem as relações e as dinâmicas de ensino-aprendizagem”, explica Rafael Martins, coordenador-geral da Escola Bakhita, que tem educação infantil e fundamental. “Isso dá a possibilidade de participação real, e não só no surgimento de problemas.”

Recentemente, toda a comunidade escolar foi convidada a discutir sobre a obrigatoriedade do uniforme. Foi convocada uma assembleia geral, realizada à noite na quadra da escola com famílias e alunos, para trocar opiniões e dar um posicionamento deliberativo. “Foi um momento muito rico, principalmente pela participação ativa das crianças. Como possuem assembleias fixas em sua grade, no currículo, estavam muito apropriadas dessa modalidade de encontro e fizeram um lindo papel em como opinar e construir sua visão a partir da fala das outras pessoas”, diz Martins. Decidiu-se que o uniforme seria opcional.

Rede

Como a rotina das grandes cidades muitas vezes não permite uma proximidade com avós, tios e primos, a comunidade escolar pode ser a “aldeia” necessária para criar uma criança. Ao propor atividades com as famílias, a instituição promove uma integração que extrapola muros e apostilas. “A gente trabalha de maneira a constituir uma comunidade de aprendizagem, mas também de convivência”, diz Gisela Wajskop, diretora pedagógica da Escola do Bairro, que oferece educação infantil e os primeiros anos do fundamental.

Periodicamente, a escola organiza refeições com a participação das famílias, além de reunir todos em eventos como a Festa da Primavera e o Dia do Brincar. Os pais também são convidados a acompanhar os filhos em visitas a museus, parques, bibliotecas e outros equipamentos. O contato frequente acaba por estimular a criação de amizades perenes. 

É com essa naturalidade que a escola instiga o relacionamento entre direção, professores e famílias. Em vez de recebidas no portão, as crianças são levadas até a sala, na meia hora que antecede a entrada - o mesmo ocorre na saída. “Esse fato, intencional, é um paradigma da nossa instituição. A família partilha diariamente das atividades das crianças, conversa com professores e parentes dos outros alunos”, diz Gisela. 

E, se escola é lugar de aprender, os pais também podem se tornar alunos. No Colégio Concórdia, a Festa da Família é o espaço em que os papéis se invertem. Na última edição, os estudantes deram aula de Badminton. “As crianças aprenderam regras, origem e curiosidades na Educação Física. No evento, ensinaram a modalidade aos pais”, conta Edson Eller, diretor da escola. Durante o ano inteiro, a instituição oferece à família palestras com especialistas, sobre estudos pedagógicos e outros temas que permeiam a formação.

“Se a educação é um trabalho conjunto, a escola tem de ser um locus de aprendizado para os pais”, afirma Maria Angela Barbato Carneiro, da Faculdade de Educação da PUC-SP. “Em cada fase da criança, há desafios em que os pais precisam de ajuda. Na educação infantil, por exemplo, a escola pode ajudar os pais com conteúdos e conversas para lidar com a birra. Já na adolescência a tarefa árdua tem sido controlar a internet em excesso.”

Promover uma educação que integra a família começa por alterações como reuniões de pais à noite e um novo olhar para as datas comemorativas e estende-se a uma parceria que diversifica e enriquece o conteúdo. Para o bem de todos.

Aplicativos para interação com a família

Na era da conexão ininterrupta, a tecnologia também facilita a participação dos pais na jornada escolar. Tanto colégios privados como redes públicas de educação têm usado aplicativos que facilitam essa interação entre escola e família. 

O governo de São Paulo lançou em agosto o aplicativo Minha Escola, que permite que alunos da rede pública estadual e seus responsáveis tenham acesso em tempo real à frequência e às notas nas disciplinas, além de informes sobre as reuniões. Já nas instituições privadas cresce a contratação de aplicativos que permitem aos pais acompanharem a rotina dos filhos a distância de um clique na tela do celular. 

“A função mais utilizada em nosso aplicativo é a comunicação via chat. Os pais conversam diretamente com os professores para saber sobre ocorrências ligadas a saúde, disciplina e diários emocionais dos alunos”, afirma Nickolas Sertek, diretor comercial do Escola Direta. O aplicativo permite, entre outras funções, que a agenda escolar seja integrada ao calendário do telefone e as trilhas de aprendizagem sejam acessadas em poucos toques.

A maioria das instituições atendidas por esses recursos é de educação infantil, que têm uma demanda mais intensa de interação com os pais. Os especialistas apoiam esse dinamismo, mas advertem que a ferramenta não deve ficar restrita à fiscalização. “Normalmente, quando a escola usa tecnologia é para que o pai fiscalize o filho, das faltas ao comportamento. Precisamos ir além disso e prover a essa família conteúdo sobre educação, usar o aplicativo para fomentar um debate saudável sobre a formação dos filhos, disponibilizar um especialista apto ao diálogo”, diz Neide Noffs, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Entenda o PPP e como é feito

Toda escola, em um exercício de autonomia e gestão democrática, deve construir seu Projeto Político Pedagógico (PPP), segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O PPP deve revelar o que pretende oferecer aos alunos e à comunidade externa: por que a escola existe (sua missão), o que quer ser (sua visão) e o que norteia suas decisões (seus princípios e valores), ou seja, qual é sua política educativa. O ideal é que a escola exponha isso de forma clara, para evitar que ocorram interpretações confusas e conflitos entre as famílias e a instituição. Para a máxima sintonia entre os valores de ambas as partes, o indicado é que a instituição faça seu PPP com a participação das famílias, com debates e proposições.

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