Quando vale a pena ser professor?

Veja as histórias de pessoas que se realizaram na profissão

Ana Bizzotto, Especial para O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2009 | 05h40

Confira três motivos pelos quais há professores satisfeitos com a profissão, apesar da baixa média salarial:   Vocação   Funcionário de uma consultoria multinacional em São Paulo, Paulo Francisco de Souza, de 33 anos, largou tudo para realizar o "desejo apaixonado" de dar aulas. "Ganhava bem, mas estava infeliz. Em 15 dias, pedi demissão e me inscrevi no vestibular para o curso de História, que me atraía desde a escola." Souza fez a licenciatura em Bebedouro e hoje dá aulas em Rio Claro e Artur Nogueira (SP) para alunos do ensino fundamental. "Mesmo sabendo dos problemas que a educação enfrenta no Brasil, eu me sinto muito satisfeito com a profissão. O salário não me dá nenhum luxo, mas também não passo apertado."   Formação   Multidisciplinaridade éa palavra que melhor define a trajetória do professor João Epifânio Regis Lima, de 44 anos, que dá aulas no Colégio Bandeirantes, em São Paulo. Graduado em Biologia e mestre em Psicologia, ele concluiu o doutorado em Filosofia com o apoio da escola, que lhe deu uma licença de dois anos para pesquisar na Itália. "Não teria condições de fazer isso sem um incentivo." Regis visitou 11 bibliotecas para desvendar um tratado de pintura do século XV. Além de biologia, ele dá aulas de filosofia e um curso extracurricular de filosofia e história da arte. "Vejo que os olhos dos alunos brilham quando dou exemplos de coisas que realmente vivi."   Mobilidade   A professora Ana Carolina Barbi, de 26 anos, dizia que nunca trabalharia em escola. Filha da diretora do Instituto Educacional Despertar, em Belo Horizonte, ela mudou de ideia há seis anos: trocou o curso de Arquitetura pelo de Pedagogia. "Comecei a ajudar nas atividades de arte da escola por causa da arquitetura, queria perder o medo de criar. Mas a condição para isso foi dar aulas para crianças de três anos. Me encantei." Ana Carolina se casou em 2008 com um engenheiro, e desde então tem de mudar de cidade de tempos em tempos para acompanhar o marido. "Ainda bem que troquei de curso. Como arquiteta, precisaria me estabelecer para ter clientela e crescer na profissão. Para meu estilo de vida foi ótimo me tornar professora, não fico sem emprego em lugar nenhum."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.