Quadrilha é presa em Brasília tentando fraudar vestibular

Dez pessoas, incluindo uma menor, foram presas neste domingo pela polícia de Brasília quando tentavam fraudar o vestibular de medicina da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde do Distrito Federal. O caso foi descoberto através de uma denúncia anônima à Fundação Cesgranrio, responsável pelas provas realizadas no fim de semana.De acordo com o delegado Elton de Souza Zanatta, a quadrilha contratou professores e profissionais da área de saúde para fazer as provas. Após sair da sala onde estavam sendo realizados os exames, estes passavam o gabarito, por celular ou ponto de ouvido, para os vestibulandos que pagaram à quadrilha. O grupo também usou alunos de outras faculdades no lugar dos verdadeiros inscritos.Segundo o delegado, a quadrilha cobrava R$ 15 mil de cada candidato ao vestibular para fornecer o gabarito da prova. Estão presos em Brasília um dos líderes da quadrilha, José Rosa Júnior, de Anápolis; o dentista Leonardo César Santos e seu irmão, o médico Weber César Moreira Santos, também de Anápolis, e o estudante Paulo Gonçalves Júnior. Todos pessoas já tinham sido presos antes em outros Estados pelo mesmo tipo de crime.Também estão presos em Brasília os estudantes de medicina que tinham sido contratados para fazer o vestibular em nome de outros candidatos. São eles: Luiz Gustavo Fernandes Marques, Rafael Yoshitake, Carine de Andrade, Juliana de Alencastro, Bruna dos Santos Silva e a menor L.L.C.S., de 16 anos, filha do dentista Leonardo César Santos. Todos foram autuados por formação de quadrilha e estelionato.

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2003 | 16h58

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