PUC-Minas terá que indenizar aluna após insulto de professor

Orientador de monografia teria dito que trabalho de conclusão de curso de estudante estava 'um lixo'

Marcela Gonsalves, Agência Estado

14 Junho 2011 | 19h12

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), de Belo Horizonte, terá que indenizar uma aluna por danos morais. A auxiliar de vendas E.F.M., aluna do 8.º período do curso noturno de Administração de Empresas, foi insultada por um professor da escola. Ela receberá R$ 5.450,00. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 14.

 

Os insultos foram feitos pelo orientador de seu trabalho de conclusão de curso. De acordo com a aluna, ele teria dito que o seu trabalho "estava horrível, uma bosta, um lixo", questionando como uma pessoa cursando nível superior poderia escrever "uma porcaria daquelas". A universitária afirmou ainda que em nenhum momento recebeu orientações precisas do professor em relação ao trabalho. Ela foi reprovada.

 

A PUC-Minas posicionou-se a favor do funcionário e afirmou que a demanda não passava de inconformismo de aluna reprovada porque, embora a descrição de E. configurasse assédio moral, os fatos alegados não eram verdadeiros. A universidade declarou que, ainda que estivesse sob a orientação dele há dois semestres, a estudante nunca reportou problemas com o professor, queixando-se a apenas dois dias da entrega da monografia.

 

Para o relator do recurso, as ofensas ficaram provadas pelos depoimentos de testemunhas. "Embora não se possa retirar do docente o dever de corrigir os trabalhos que lhe são apresentados, criticando-os e orientando os alunos, a conduta dele não foi adequada para o meio acadêmico", afirmou em sua decisão.

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