Provas de química e história da Unicamp exigiram preparo

A prova de química aplicada hoje na segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi considerada pelos candidatos a mais difícil do segundo dia da segunda fase, quando foi também realizada a prova de história. Candidato a uma vaga em Engenharia Civil, Jefferson José Calargh, de 18 anos, contou que teve dificuldade em química e se deu bem em história. Já o treineiro Enric Llagostera, de 16 anos, e Andréia Pereira Cruz, de 30, alunos de escolas públicas, afirmaram que parte do conteúdo dos testes não foi ensinada em sala de aula. ?A escola pública não prepara para o vestibular, mesmo que o aluno a leve a sério. Apesar de ter sido boa aluna, tive e fazer cursinho?, afirmou Andréia, que está na disputa por Tecnologia em Saneamento Ambiental.Para professores do Objetivo, as duas provas foram complexas e exigiram preparo e boa capacidade de interpretação de textos. ?Mantendo a tradição, a banca examinadora elaborou uma prova bastante criativa e original?, disse o professor de química Antônio Mario Salles. Observou, porém, que não foi fácil para nenhum candidato, nem mesmo da área de Exatas.Na avaliação do coordenador de história do Objetivo, Francisco Alves da Silva, a Unicamp aumentou o grau de dificuldade neste ano: ?Foi uma prova muito trabalhosa, muito específica. Até os candidatos da área de Humanas encontraram muita dificuldade.? De acordo com o professor, a prova ultrapassou os limites de conhecimento dos estudantes do ensino médio.A Unicamp inovou ao pôr no site www.convest.unicamp.br, depois do horário de conclusão do teste, informações mais amplas sobre o tema das questões. O convite aos estudantes para consultar o site foi feito no próprio teste. ?Foi uma idéia criativa da banca de química para mostrar que o vestibular não deve ser traumático, mas uma alternativa de aprendizado?, disse Tessler.

Agencia Estado,

12 de janeiro de 2004 | 20h49

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