Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Provas de história e geografia ganham destaque no último dia da Fuvest

Para professor, banca 'exagerou nos detalhes'; índice de abstenção foi de 9,28%

Estadão.edu,

08 Janeiro 2013 | 20h22

A segunda fase do vestibular da Fuvest terminou nesta terça-feira, 8, com a participação de mais de 28 mil candidatos. O índice de abstenção do terceiro dia de provas foi de 9,28% – superior aos registrados nos dias anteriores, de 8,96% e 8,5%, respectivamente.

De acordo com professores ouvidos pela reportagem, mais uma vez o destaque do último dia de provas ficou por conta das disciplinas da área de Humanas, cujas questões foram consideradas as mais difíceis. “A prova abordou temas não tão recorrentes no ensino médio, tal como especificidades sobre o gueto de Varsóvia”, aponta o coordenador-geral do Etapa, Edmilson Motta.

O professor também destaca a exigência de um gráfico na prova de história. “Não era nada muito complicado, mas a surpresa pode ter atrapalhado alguns alunos”, diz.

Luís Ricardo Arruda, coordenador-geral do Anglo, afirma que a prova de geografia também exagerou nos detalhes. Ele cita como exemplo uma questão que exigiu uma explicação de um conflito agrário na divisa entre o Brasil, o Peru e a Bolívia. "O tema simplesmente não é relevante aos alunos do ensino médio."

Mesmo diante desses excessos, Arruda elogia o exame. "Os conteúdos cobrados foram adequados, de dificuldade mediana a difícil", diz. "Os ótimos alunos do ensino médio que brigam por uma vaga na USP têm a obrigação de saber o que foi ali colocado."

Ricardo Helou Doca, professor de física do Objetivo, elogia, de modo geral, as provas das áreas de Exatas e Biológicas. “Os enunciados foram muito bem formulados e houve uma abrangência grande de temas abordados”, afirma. “Com muita criatividade, eles trataram de assuntos corriqueiros com uma abordagem original.”

Apesar de reconhecer uma queda no grau de dificuldade das questões das áreas, Doca diz que as provas foram “extremamente conteudistas”, o que exigiu bastante dos vestibulandos. "As provas aplicadas neste último dia estavam visivelmente mais difíceis do que a de ontem, o que é natural, uma vez que ela visa a medir o conhecimento de conteúdos que serão cobrados ao longo da carreira desses jovens", completa Célio Tasinafo, do Oficina do Estudante.

Os candidatos concorrem a 10.982 vagas em cursos da USP e 100 na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. As provas de habilidades específicas, elaboradas pelas próprias faculdades, serão aplicadas entre os dias 9 e 11 de janeiro para as carreiras de Artes Cênicas, Música, Curso Superior do Audiovisual, Design e Arquitetura. A primeira chamada de aprovados no vestibular será divulgada no dia 2 de fevereiro.

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