Provão, Sinaes e a avaliação dos cursos superiores

Dois artigos exclusivos compõem um debate sobre a avaliação dos cursos superiores no Brasil.De um lado, Maria Helena Guimarães de Castro, que foi presidente do Inep, secretária de Ensino Superior e secretária-executiva do MEC no governo Fernando Henrique Cardoso, defende o modelo que tinha no Provão sua expressão mais conhecida e critica a postura do novo governo ao propor o Sinaes.De outro lado, José Dias Sobrinho, presidente da Comissão Especial de Avaliação do MEC, condena aspectos do modelo deixado pelo governo FHC e defende que o Sinaes pode ser um sistema mais amplo e justo.Clique nos títulos para ler os artigos emProva não é igual a avaliação"Em vez de aplicar nos cursos um selo de qualidade, reducionista e enganoso, representado por uma simples notação alfabética (A, B, C, D, E) com base no suposto desempenho estudantil, os cursos e, principalmente, as instituições passarão a ser amplamente avaliados, especialmente quanto ao cumprimento da função pública a que se obrigam em virtude do mandato social que receberam." (José Dias Sobrinho)Quem tem medo do Provão?"A avaliação externa conta também com o trabalho das comissões de pares, que visitam os cursos e fazem uma avaliação detalhada das condições e do conteúdo do ensino - qualidade do corpo docente, infra-estrutura e projeto pedagógico de cada curso. Em 2002 foi implantada a avaliação do conjunto da instituição, também realizada por comissões de especialistas, tendo como ponto de partida os resultados objetivos dos cursos avaliados e do processo de auto-avaliação, sem descuidar da complexidade que envolve diferentes dimensões da qualidade do ensino, como a pesquisa, a extensão, a produção acadêmica." (Maria Helena Guimarães de Castro)

Agencia Estado,

29 de setembro de 2003 | 12h16

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