Prova mal feita ajuda alunos do Mackenzie

Avaliação foi cancelada e garantiu nota máxima a estudantes de Direito

Luis Carrasco, especial para o Estadão.edu,

01 de junho de 2012 | 19h36

Depois de protestarem contra a grande quantidade de erros na formulação das perguntas da Avaliação de Conhecimentos Agregados (ACA), os alunos de Direito do Mackenzie receberam a notícia de que todos tiraram nota máxima no exame.   

Em comunicado, o diretor da faculdade, Nuncio Theophilo Neto, lamentou o "elevado número de questões que apresentaram problemas" e destacou que a universidade tomará providências administrativas. "Foi a primeira experiência e deve ser aprimorada", afirma.

O Centro Acadêmico João Mendes Jr., que representa os alunos de Direito, vai emitir uma nota oficial na próxima segunda-feira elogiando o cancelamento da ACA, aplicada no último dia 21.

Segundo o presidente do centro acadêmico, Felipe Righetti, os alunos estão satisfeitos com a decisão da universidade. "O bom é que ninguém foi prejudicado. Houve o bom senso da direção de identificar a grande quantidade de erros e de garantir que todos os alunos recebessem a pontuação total de dois pontos na média."

Idealizada pelo Conselho Universitário do Mackenzie, a ACA deveria servir como um processo de "autoavaliação" do curso, mas a má formulação de várias perguntas atrapalhou os planos da direção - em algumas provas, nove de 20 questões foram impugnadas.

De acordo com Righetti, a maioria dos erros era de digitação, o que prejudicou o entendimento das questões. "Nós não somos contra a realização da prova, desde que ela seja bem feita. Os alunos não podem ser prejudicados por erros que não tenham sido cometidos por eles."

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