André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Prova foi mais difícil e exigiu leitura no dia a dia, dizem especialistas

Para professores ouvidos pelo 'Estado', avaliação de Português teve textos longos e cansativos; Matemática exigiu muitos cálculos

Jamylle Mol e Luciana Amaral, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2015 | 22h29

SÃO PAULO - Para professores ouvidos pelo Estado, a edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano foi mais difícil do que em anos anteriores e com questões mais longas. A leitura foi considerada competência primordial para se dar bem no exame.

"Havia poucas questões que você podia olhar e ir direto para a resposta. Em matemática, tinha umas 10 de nível da Fuvest, da Universidade de São Paulo. O Enem está ficando mais parecido com vestibulares tradicionais. O padrão foi feito além do que os alunos estavam acostumados com base nos outros anos", avaliou o professor de História do colégio Objetivo, Daily de Matos. 

Veja abaixo a correção da prova pelos especialistas:

"A melhor estratégia para esse tipo de prova é a chamada “pega varetas”: começar pelas questões mais fáceis e, só depois, seguir para as mais complexas. O aluno que leu toda a prova e selecionou a ordem das questões certamente foi melhor que os demais, já que a prova tinha questões em todos os níveis de dificuldade", afirmou professor de Matemática do Anglo Vestibulares Thiago Dutra. 

Em Português, os desafios foram os textos longos e as citações a trechos de músicas de artistas como Arnaldo Antunes, Pixinguinha, Chico Buarque e Luiz Gonzaga. "A maioria dos alunos nunca nem ouviu as músicas deles que caíram. Muitos viram as letras como textos literários", avaliou Matos. 

Já para o supervisor de Português e Redação do Anglo, Eduarci Calbucci, quem lê no dia a dia teve facilidade. "A principal competência exigida dos alunos na avaliação de hoje foi, sem dúvida, a competência de leitura. O aluno que não lê no dia a dia certamente encontrou muita dificuldade, já que os textos de base eram longos. O tempo, como sempre, é um grande dificultador para resolver 90 questões e escrever uma redação complexa".

Para Calbucci, o tema da redação foi previsível e próximo da realidade dos alunos.   "Não é um tema polêmico, já que mostra um fato. Por isso, a maioria dos estudantes deve ir para a mesma direção: reconhecer o problema da persistência da violência contra a mulher e apontar possíveis soluções para esse cenário. Essa é a estratégia desse ano para uma boa redação sobre o tema. Os textos de apoio também foram um facilitador. Extremamente informativos, serviram de base para aqueles estudantes pouco informados no assunto"

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