Prova do Enem agrada aos 1,5 milhão de alunos

O tema da redação agradou aos cerca de 1,5 milhão de estudantes que participaram, na tarde de ontem, da sétima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A partir de uma charge e três textos com diferentes análises sobre o papel da mídia - mais um artigo da Constituição Federal -, os estudantes tiveram de desenvolver uma dissertação sobre a liberdade de imprensa e como evitar abusos. A prova, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), transcorreu com tranqüilidade nos 608 municípios em que foi aplicada.?Foi um ótimo tema, mais objetivo do que no ano passado?, comentou o estudante Caio Fernando Ferreira de Matos, 18 anos, que vai prestar Educação Física. Na opinião da professora do Laboratório de Redação do Objetivo, Maria Aparecida Custódio, o assunto não poderia ter sido mais oportuno e atual. Ela disse que os alunos interessados nos assuntos em destaque na mídia se lembraram do projeto proposto pelo Conselho Federal de Jornalismo.Além da redação, os estudantes responderam a 63 questões de múltipla escolha. Ao contrário dos vestibulares tradicionais, a parte objetiva não é dividida por blocos de matéria, testando principalmente a capacidade de interpretação do participante. ?Achei fácil porque as respostas estão na própria pergunta. Para mim, a prova deste ano foi mais fácil?, disse Bruno Harnik, de 17 anos, que no fim do ano vai prestar Design na Fuvest e Artes Plásticas, na Unesp.Segundo a coordenadora do Curso Pré-Vestibular e do Ensino Médio do Colégio Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, o exame deu prioridade às questões de matemática e português. ?São justamente as matérias que devem ser mais exigidas. Se o aluno soubesse interpretar faria uma boa prova?, disse. Ela comentou ainda que não houve aprofundamento em física, química e biologia. ?Quem tivesse bom senso poderia responder sem conhecimentos específicos.?

Agencia Estado,

29 de agosto de 2004 | 21h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.