Prova de geografia e história da Unicamp teve questões mais aprofundadas

Para professores, prova de inglês manteve a diversidade de tipos de texto, característica marcante do vestibular

Ana Bizzotto, Estadão.edu

17 Janeiro 2011 | 20h03

Professores ouvidos pelo Estadão.edu consideraram que as provas do segundo dia da 2ª fase da Unicamp, aplicadas nesta segunda-feira, 17, mantiveram ou elevaram o nível de dificuldade do processo seletivo do ano passado, com abordagem mais aprofundada nas questões de geografia e história. No caso da prova de inglês, os professores ressaltaram a diversidade de fontes para elaboração das questões.

 

- Confira as provas e o índice de abstenção desta segunda-feira

 

O baixo número de questões sobre história do Brasil foi um dos fatores destacados. Das nove questões, apenas três abordavam o tema, enquanto as demais eram relacionadas a história geral. "É a nossa história, precisa de um olhar um pouco mais carinhoso", opina o professor Daily Oliveira, coordenador de história do Objetivo. Para ele, a prova teve abordagem um pouco mais profunda do que a do ano passado.

 

A questão mais difícil, segundo Oliveira, foi a que citava o pensador Diderot. "Foi uma questão multidisciplinar, que envolvia conceitos de filosofia, história, sociologia e antropologia. O aluno precisava dominar todos esses conceitos para poder redigir corretamente. E o segundo item perguntava sobre Rousseau, que não é uma linguagem muito fácil para o aluno", afirma. Uma questão inovadora, segundo o professor, foi a que abordou a imigração norte-americana para o Brasil. “Embora o tema seja clássico, fizeram uma pergunta inteligente, que saiu do padrão comum."

 

Geografia. Para o professor de geografia do Cursinho da Poli Alexandre Gobbis, a prova da Unicamp foi mais difícil que a da 2ª fase da Fuvest. "Foi uma prova bem completa, abrangeu um pouco de cada conteúdo, inclusive questões de geografia física que faltaram na 1ª fase e nas provas da Unesp e da Fuvest", comenta.

 

Para a coordenadora de geografia do Objetivo, Vera Lúcia Antunes, a prova deste ano estava mais difícil que a do ano passado. "Alguns conceitos são muito profundos e o vocabulário estava um pouco acima da média para os alunos. Eles pedem assuntos tradicionais na geografia, mas perguntam de maneira mais sofisticada, exigindo conhecimento mais profundo. Os professores tem de rever um pouco isso e ter a realidade do que é o ensino médio", avalia Vera.

 

Os dois professores de geografia afirmaram que a prova foi bem elaborada e fez com que os estudantes utilizassem os conteúdos ensinados ao longo do ano.

 

Inglês. O professor de inglês do Cursinho da Poli Alexandre Bacci considerou médio o nível de dificuldade e ressaltou a diversidade de fontes para as questões, que utilizaram textos, cartuns, pôsteres e poesia. "Isso já se tornou uma característica da Unicamp”, afirma Bacci.

 

A coordenadora de inglês do Objetivo, Cristina Armaganijan, comentou que além da variedade de tipos de texto, há uma diversidade de temas e de graus de dificuldade. “Para algumas questões, bastava saber interpretar os textos. Para outras, era preciso ter um senso crítico. A prova consegue ser clássica na formulação das questões e extremamente moderna na escolha dos textos."

 

Segunda fase. As provas da 2ª fase serão realizadas até esta terça-feira, 18, em 21 cidades do País. Nesta terça-feira, 18, serão avaliadas as ciências da natureza, em 24 questões dissertativas. A duração dos exames é de quatro horas e os portões são fechados às 13 horas.

 

Os 16.644 candidatos convocados concorrem a 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

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