TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Prova da Unesp teve 2/3 de temas abordados em avaliações anteriores, diz especialista

Cultura do estupro e chikungunya apareceram em questões da primeira fase do vestibular da universidade; avaliação foi menos cansativa do que Enem

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2016 | 22h05

SÃO PAULO - Quem treinou para a prova da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), realizada neste domingo, 13, utilizando como base as duas últimas edições pode alcançar bons resultados. Segundo Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio e Curso Oficina do Estudante, a avaliação apresentou temas que já tinham sido abordados em outras provas e foi menos cansativa do que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

"Sempre recomendamos que os candidatos façam as provas anteriores. Se o candidato fez as duas últimas, esbarrou com dois terços dos temas e a prova não mudou em relação ao estilo."

Tasinafo considerou a prova menos exigente e menos cansativa do que o Enem. "Na prova de linguagem, havia textos que podiam ser utilizados para responder quatro ou cinco questões. O primeiro texto era uma crônica de meia página de Carlos Drummond de Andrade e dava para responder as questões de um a sete. No Enem, era um texto grande para uma questão."

Destaques. O diretor disse que duas questões se destacaram. "A prova de sociologia e filosofia teve uma questão sobre a cultura do estupro, um tema que foi bastante abordado recentemente. Era de interpretação de texto, mas os candidatos tinham de ser bons leitores com vocabulário médio para alto."

A outra veio na prova de ciências da natureza e abordou chikungunya. "Geralmente, temos questões de dengue e exploraram a chikungunya. Isso saiu da curva, porque poderia ser esperado dengue ou zika."

Tasinafo diz que, como a prova pode ser considerada mais fácil, a concorrência deve ser maior. "O desempenho vai ser bom e os candidatos devem estar mais felizes hoje do que no Enem, mas a nota de corte deve ser alta."

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