Prova da OAB teria sido vendida por R$ 2.500 a alunos

Funcionário da Vunesp teria tirado cópias da prova, que seria realizada no domingo, e oferecido em cursinhos

14 de dezembro de 2007 | 11h14

A prova para ingresso na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo teria sido vendida por R$ 2.500 e sido copiada por um funcionário da Vunesp, responsável pela realização do exame. Segundo informações do jornal Diário do Grande ABC, um funcionário da fundação teria tirado cópias das provas e intermediários teriam oferecido as questões do exame a alunos de exames preparatórios. Na quarta-feira, 12, a Vunesp se comprometeu a ajudar nas investigações sobre o vazamento da prova que seria aplicada no domingo, 9. Em nota distribuída à imprensa, o diretor-presidente da fundação, Benedito Antunes, diz que a Vunesp "colocou-se integralmente à disposição" da Polícia Federal para facilitar o "o completo esclarecimento da autoria da quebra de sigilo da prova".  O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, já havia afirmado, no início da semana, que o vazamento de questões do exame não se deu dentro da Ordem. Segundo ele, o vazamento se deu no momento da produção do exame e não na entidade, que seleciona as questões a partir de um banco de perguntas e as entrega à Vunesp, responsável pela formatação gráfica, reprodução, condicionamento em envelopes lacrados, armazenamento e distribuição das provas.  A primeira fase do exame será realizada no ano que vem, em data a ser definida. A segunda fase, originalmente marcada para 20 de janeiro de 2008, também foi suspensa. Aproximadamente 25 mil bacharéis estavam inscritos para o teste que seria realizado no domingo, 9.

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