Prova da Fuvest teve nível médio, dizem professores

Especialistas avaliam como fácil o tema da redação e dizem que candidatos poderiam abordá-lo de diferentes maneiras

Estadão.edu

09 Janeiro 2011 | 21h06

A prova de língua portuguesa e redação da 2ª fase da Fuvest, aplicada neste domingo, foi, na opinião de professores de cursinho de São Paulo, acessível e de nível médio. Para o professor de português do Etapa Vitor França, o tema de redação deste ano foi mais acessível que o do ano passado, que pedia para o candidato escrever sobre imagem. "O tema deste ano falava de altruísmo e pensamento a longo prazo. O estudante poderia refletir sobre imediatismo e egoísmo; a cultura do 'primeiro eu' e a cultura do 'tudo para ontem'", avaliou França.

 

A professora Elisabeth Massaranduba, especializada em redação e gramática, do Objetivo,  corrobora a opinião de França. “O tema de redação foi um presente para os alunos. Neste ano deram até a definição do termo ‘altruísmo’, ressaltando essa coisa do ser humano se preocupar com o outro e até a natureza vindoura”, disse. “Alguns alunos vão dizer que o homem é individualista, que só pensa em si mesmo, outros vão provar por meio de ONGs e trabalhos beneméritos de que há outros caminhos. A parte de Burle Marx estava muito interessante”.

 

Na parte de literatura, Elisabeth estranhou a ausência de uma questão sobre ‘Vidas Secas’. A professora do cursinho da Poli Cristiane Bastos, também esperava algum item sobre a obra. “Achei que também faltaram mais questões sobre obras literárias em geral”, disse a professora do Objetivo.

 

De acordo com Elisabeth, a questão 6, sobre Fernando Pessoa foi a mais difícil, com interpretação mais complicada para fazer. Na questão 7 sobre ‘O Cortiço’ não houve dificuldade, tampouco na pergunta sobre ‘A Cidade e as Serras’. “Já a penúltima, sobre ‘Capitães da Areia’, era muito detalhista, o aluno tinha que lembrar bem da historia e articular os aspectos dos personagens."

 

Quanto à parte gramatical, de acordo com Cristiane Bastos, a avaliação esteve sempre atrelada a muita interpretação de texto. “A interpretação foi uma habilidade exigida o tempo todo nesta prova”, considerou.

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