Prova da 2ª fase da OAB é considerada de nível médio por especialista

Diretor pedagógico do cursinho LFG relata que dificuldade dos candidatos foram as longas questões de Direito do Trabalho e questiona divulgação de gabarito mais de 20 dias após o exame

Felipe Mortara, Estadão.edu

28 Março 2011 | 13h13

Na tarde deste domingo candidatos a uma carteira da Ordem dos Advogados do Brasil realizaram em todo o País a segunda fase do exame. Para o professor Marco Antonio Araújo Junior, diretor pedagógico da rede de cursinhos LFG, o exame apresentou grau de dificuldade médio, com alguns pontos mais complexos em algumas áreas.  O gabarito deve ser divulgado no dia 20 de abril e o resultado preliminar no dia 27.

 

“De forma geral foi um avaliação razoável, com grau de complexidade médio. Exceto em Direito do Trabalho, que tinha uma peça muito extensa a ser redigida e também questões muito longas. O problema não era de conhecimento, mas de tempo para os alunos responderem”, afirma.

 

Ele afirma que nas outras sete disciplinas, a prova foi ‘aceitável’. Em Direito Empresarial, segundo ele, o grau de complexidade foi médio, assim como o Tributário e o Administrativo. “Em Civil, a peça era bastante confusa, mas o aluno bem preparado conseguiria fazer a peça de forma aceitável”, avalia.

 

Para o professor, algumas questões podem apresentar surpresa na correção. “Vai depender do gabarito, já que algumas perguntas comportam duas linhas de argumentação. Em Direito Tributário, numa questão sobre o ICMS, há uma linha adotada pelo Supremo Tribunal Federal e outra pela doutrina moderna. Qualquer uma das duas se sustenta, mas se a FGV (organizadora do exame) optar por só uma delas no gabarito, cabe recurso para quem adotou a outra”, explica. De acordo com o especialista, outra questão, desta vez em Direito Civil, também poderia admitir duas ações possíveis.

 

Araujo Júnior se diz preocupado com o fato de a divulgação do gabarito demorar mais de 20 dias. “Estamos preocupado com o fato de nunca na historia da OAB, o gabarito ser divulgado tão depois da prova. Antigamente era publicado de quatro a cinco dias depois da prova. O que se está discutindo é a transparência deste processo. Será que vão ajustar o padrão de resposta ao resultado da correção das provas?”, questiona. “O corretor tem de ter este padrão antes de corrigir”, afirma, em referência às acusações por parte de alguns candidatos de que a OAB teria interesse em criar reservas de mercado, impedindo que novos advogados entrassem em massa na já concorrida profissão. 

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