TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Protagonismo de alunos da Fernão Dias provoca bate-boca na Paulista

Estudantes da escola não declararam apoio ao protesto convocado para esta terça-feira

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2015 | 21h43

SÃO PAULO - O protagonismo dos estudantes da Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, provocou um bate-boca entre manifestantes contrários ao projeto de reorganização escolar proposto pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). A medida foi suspensa pelo governador neste mês após uma série de protestos nas ruas e a ocupação de 196 escolas no Estado.

A discussão ocorreu na noite desta terça-feira, 15, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, antes de um novo ato que reuniu cerca de 50 pessoas. O motivo foi o fato de os estudantes da Fernão, que lideram o chamado Comando das Escolas em Luta, não terem declarado apoio ao novo protesto, convocado pelo Facebook pelos grupos 'Chega de Geraldo Alckmin', 'Mudança Já', 'Ocupe sua Escola' e 'Queremos Revolução Já', cujos organizadores não apareceram.

"Essa galera que puxou o ato de hoje vacilou e não merece credibilidade como os movimentos que estão na luta nas escolas desde setembro", disse Heudes Oliveira, estudante da Fernão e um dos líderes do comando, em uma roda formada pelos manifestantes. "Vocês da Fernão estão estrelinhas demais. A pauta é de todos e vocês estão querendo brilhar sozinhos", rebateu um manifestante que não quis se identificar. 

Segundo os secundaristas da Fernão, o grupo não quis apoiar o ato porque não conhecia os organizadores. Oliveira explicou aos poucos manifestantes que antes da suspensão da reorganização, a população apoiava os estudantes, mas que, agora, era preciso avaliar se compensa continuar ocupando as escolas e fazendo os chamados travamentos de ruas. "Será que compensa fazer travamento sem apoio da população? ", questionou. 

No último protesto contra a reorganização escolar, na semana passada, black blocs entraram em confronto com policiais militares. PMs chegaram a invadir o Teatro de Arena, no centro da capital, em perseguição a três manifestantes.

Diante de alguns gritos pedindo para ir para a rua, o grupo decidiu bloquear a Avenida Paulista no sentido Consolação e seguir em passeata até a sede da Secretaria Estadual da Educação na Praça da República, no centro. Um manifestante foi detido e houve tumulto na entrada da Estação República do Metrô.

 

 

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