Promotor começa a investigar greve nas Fatec

O promotor de Justiça da Infância e da Cidadania, Idal Serrano Nunes Júnior, instaurou nesta quinta-feira uma ação civil pública para investigar a greve dos professores e funcionários nas Escolas Técnicas paulistas e nas Faculdades de Tecnologia (Fatec). O inquérito foi aberto em razão de representação de uma aluna que teme perder o semestre letivo, além de ter sua formação prejudicada.O promotor pediu formalmente ao governo estadual informações sobre a paralisação, iniciada em fevereiro, questionando as razções pelas quais ainda não houve acordo entre as partes. Como primeiro passo, ele enviou oficio à Secretaria da Ciência e Tecnologia, à qual estão subordinadas as Escolas Técnicas e as Fatec.Os professores e funcionários reivindicam reajuste salarial de 72,2% e aumento do repasse do ICMS para as Fatec, que atualmente é de menos de 1%, para 2,1%. Hoje os professores recebem entre R$ 6 e R$ 13 por hora/aula. Os dois últimos reajustes foram concedidos em 1998 e 2002 - respectivamente de 10% e 5%.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 17h53

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