Programa de incentivo à leitura de Bush é ineficaz, diz relatório

Segundo Ministério da Educação, 'Reading First' não aumenta capacidade de compreensão de texto dos alunos

Sam Dillon, The New York Times

02 de maio de 2008 | 21h39

A iniciativa do Presidente Bush de investir 1 bilhão de dólares por ano para ensinar crianças de baixa renda a ler não melhorou a compreensão de leituras dessas crianças, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira, 1, pelo Departamento de Educação.   O programa, conhecido como Reading First ("Leitura em primeiro lugar", em uma tradução livre), foi tirado de algumas de suas experiências educacionais como governador do Texas, e por causa de suas insistências, foi incluído pelo Congresso no programa federal No Child Left Behind, aprovado com apoio dos partidos republicano e democrata em 2001. Desde então, o projeto sempre foi objeto de disputa, contudo, com a administração Bush e alguns oficiais do estado caracterizando o programa como um benefício para os estudantes, e Democratas do congresso e investigadores federais alegando conflito de interesses entre seus principais conselheiros.   "O Reading First não melhora a capacidade de compreensão de texto dos estudantes", concluiu o relatório, que foi encomendado pelo Congresso e realizado pela ala de pesquisas do Departamento da Educação, o Instituto de Ciências da Educação. "O programa não aumenta as porcentagens dos estudantes de primeira, segunda e terceira série cuja compreensão de estava em nível equivalente ou menor à da série."   O "Estudo de Impacto Reading First: relatório completo", analisa a performance de estudantes de 12 estados que estavam entre a primeira e terceira série de 2004 a 2006. Em seguida, será feito um relatório final no começo de 2009, que irá analisar dados adicionais apurados, afirmou o diretor do instituto, Grover J. Whitehurst.   A Secretaria da Educação, Margaret Spellings, e o Presidente George W. Bush têm constantemente defendido o Reading First como um programa altamente eficaz. Mas democratas do congresso reduziram o financiamento do programa em 60%.

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