Professores protestam e bloqueiam vias do centro de São Paulo nesta sexta

Servidores da rede estadual e municipal se uniram contra mudanças na previdência e outras pautas

Marcel Hartmann, O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2016 | 22h46

Professores da rede estadual e municipal, gestores e outros profissionais da educação protestaram nesta sexta-feira, 26, à tarde na região central de São Paulo. As duas manifestações foram independentes, mas se encontraram na Praça da República e seguiram até a Avenida Paulista. O ato reuniu milhares de pessoas, mas não houve nenhum incidente, conforme a Polícia Militar. 

A manifestação convocada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) começou às 14h30 em frente à Prefeitura e migrou até a Praça da República. Segundo estimativas do presidente em exercício do sindicato, José Donizete Fernandes, a categoria reuniu cerca de 50 mil pessoas em torno de três reivindicações: pela defesa da aposentadoria especial do magistério, contra a reforma da previdência e contra a desvinculação de receitas da educação incluídas no PL nº 257 e na PEC nº 241 - ambas do governo federal.

Ainda em junho, quando o ato foi programado, a entidade planejava pressionar a Prefeitura para a retirada do Sampaprev, projeto de lei municipal que fixaria novas regras para a aposentadoria de servidores municipais. No entanto, a Prefeitura se antecipou à manifestação e retirou, na última quarta-feira, o projeto da pauta, o que não tranquilizou os servidores. "Haddad enviou mensagem a Câmara dizendo que o Sampaprev seria momentaneamente suspenso em função da crise, mas ele pode voltar". 

Já o protesto do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) começou por volta das 15h na Praça da República, em frente à Secretaria Estadual de Educação. O ato foi pelo reajuste salarial da categoria e também contra reformas na previdência. Conforme a entidade, foram cerca de 30 mil pessoas. 

Ainda na Praça da República, as duas manifestações se juntaram, pouco antes das 17h, seguiram pela Rua da Consolação até a Avenida Paulista e pararam em frente à sede do escritório da Presidência da República em São Paulo, próximo à Rua Augusta. O objetivo de ambas as entidades era pressionar o Executivo federal contra as mudanças na previdência e contra a desvinculação de receitas da educação, que seria consequência do PL 257 e da PEC 241. Conforme a Polícia Militar, o grupo ficou no local até as 19h. 

Em nota, a Prefeitura Municipal de São Paulo ressalta que o projeto do Sampaprev foi retirado da Câmara por considerar as dúvidas dos servidores e para permitir um maior debate sobre o assunto. 

Já a Secretaria Estadual de Educação lamenta, também em nota, que alunos tenham sido prejudicados por uma mobilização que, "mais do que pautas educacionais, tenha uma motivação político-partidária". Afirma ainda que o salário estadual para professores de educação básica (R$ 2.415,89) é 13,1% superior ao piso nacional (R$ 2.135,64), e que a média salarial também é mais alta. Por fim, diz que o pagamento de bônus aos servidores se manteve em 2015 e 2016, apesar da crise econômica, e que em agosto a Secretaria pagou aumentos de até 35% para 21,3 mil professores e servidores promovidos na Prova de Valorização pelo Mérito. 

O Estado tentou contato com a diretoria do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) por volta das 21h da sexta-feira, mas não teve sucesso. 

 

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