Professores passam madrugada acampados em frente à Secretaria de Educação no Rio

Docentes da rede pública estão em greve há 37 dias e reivindicam reajuste de 26%

Tiago Rogero, estadao.com.br

13 Julho 2011 | 10h56

Professores da rede estadual de ensino, em greve há 37 dias, passaram a madrugada acampados em frente à sede da secretaria de Estado de Educação (Seeduc), no Centro do Rio. Eles pretendem permanecer até quinta-feira, 14, quando está marcada uma nova reunião com os secretários estaduais de Educação, Wilson Risolia, de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy, e de Governo, Wilson Carlos.

Na terça, 12, pouco mais de um mês após a invasão do Quartel Central do Corpo de Bombeiros do Rio por 431 militares, cerca de 100 professores ocuparam no início da tarde a sede da Seeduc.

Houve confusão entre manifestantes e seguranças. Militares do Batalhão de Choque e do 5º BPM (Praça da Harmonia) chegaram a jogar spray de pimenta contra os professores.

"Os seguranças do prédio agrediram alguns professores. Depois que a porta de vidro foi quebrada, pessoas se acidentaram e senhoras foram jogadas ao chão. Estamos com aposentadas, aqui, com os joelhos machucados", disse a coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), Vera Nepomuceno. "Não invadimos o prédio, apenas ocupamos o lugar, que é a nossa casa".

A Seeduc informou não ter conhecimento das agressões. A assessoria de imprensa da PM divulgou que a "utilização do spray de pimenta foi feita de acordo com as normas de utilização e respeitada a distância para o disparo. Nenhum manifestante ficou ferido gravemente e ninguém foi detido".

Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 26%, incorporação imediata da gratificação "Nova Escola", prevista até 2015, e descongelamento do Plano de Carreira. Na semana passada, o governo aceitou incorporar as gratificações até 2012, mas a proposta foi rejeitada.

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