Professores obtêm liminar que permite divulgação da greve

Docentes de SP foram autorizados a 'conversar com os pares' nos horários de intervalo das aulas e fixar cartazes sobre o movimento 

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

27 Abril 2015 | 19h17

SÃO PAULO - O Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), que organiza a greve da categoria no Estado, obteve liminar na Justiça que garante aos docentes o direito de divulgar a greve nas escolas. A decisão temporária, da juíza Luiza Barros Rozas, da 11ª Vara de Fazenda Pública, acolhe parcialmente o pedido do sindicato, que alegou estar sendo impedido por representantes do Estado de entrar nas unidades para falar sobre o movimento. A greve dos docentes teve início em 16 de março. 

Com a liminar, os professores foram autorizados a "conversar com seus pares, desde que nos horários de intervalo das aulas"e "fixar cartazes com o único propósito de prestar os esclarecimentos necessários sobre o movimento grevista". 

"Relevante observar que, apesar de ser legítima a busca por melhores salários, em todas as atividades, tal não autoriza os professores, membros ou não de sindicatos, a tumultuar a vida dos demais pares, alunos ou cidadãos, nem a causar danos ao patrimônio público e/ou particular", destacou a juíza.

"Trata-se de uma decisão que finalmente faz jus ao nosso movimento. Ainda que parcial, a liminar reconforta-nos e legitima o esforço de todos nós na construção de uma escola pública de qualidade", afirma o sindicato, em seu site oficial.

O próximo ato dos professores está marcado para esta quinta-feira, 30, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), às 14h. Eles deverão decidir sobre a continuidade da greve em assembleia e, depois, marchar pelas  ruas centrais de São Paulo rumo à Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República. 

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