FÉLIX R. /FUTURA PRESS
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Professores mantêm greve após reunião de 4h com governo do PR

Estado alega não ter caixa para dar reajuste de 8,14% e oferece 5%, pagos em duas parcelas; docentes farão nova assembleia

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

19 Maio 2015 | 18h35

CURITIBA  - Os professores da rede estadual do Paraná devem permanecer em greve por tempo indefinido. Após uma reunião entre representantes dos servidores públicos estaduais e do governo que durou cerca de quatro horas, os dois lados se mostraram irredutíveis e não houve acordo. O comando de greve dos docentes deve se reunir nesta quarta-feira, 20, para organizar uma nova assembleia.

O Estado alega não ter caixa para reajustar os salários dos servidores em 8,14%, porcentual equivalente à inflação dos últimos 12 meses, enquanto o Fórum de Servidores, que integra 21 entidades, não aceita os 5% a serem pagos em duas parcelas, conforme o governo quer.


Pela manhã, professores fizeram uma passeata pelas ruas centrais em direção ao Palácio do Iguaçu, sede do governo. Segundo a organização, 30 mil pessoas participaram - a Guarda Municipal fala em 16 mil e a PM, 10 mil. 

Para uma das coordenadoras do Fórum dos Servidores, Gracy Bourscheid, o governo não deu atenção às propostas. "O secretário Mauro Ricardo não nos chamou para negociar. A única coisa que deixou claro é que o funcionalismo público é um peso para o Estado."

O governo do Estado reafirmou que o índice de reajuste do funcionalismo será estabelecido em 5% para este ano. "Esse é o índice possível neste momento. O governo está fazendo um grande esforço para chegar nesse porcentual", sustentou o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra. 

Para a diretora financeira da APP - Sindicato, Marlei Fernandes, o governo tem condições de dar um reajuste maior. "O governo tem insistido que a gente volte (às escolas), mas ele tem que nos atender. Temos estudos que mostram ser possíveis sim aplicar os 8,17%." 

O projeto, que seria encaminhado nesta segunda-feira, 18, para os deputados estaduais votarem, continua tendo sua votação adiada. Alguns aliados do governo temem colocá-lo em votação sob a pressão dos servidores, que nesta terça tiveram acesso à galeria e com gritos de "Fora Beto Richa" provocaram a interrupção da sessão.

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