Professores mantêm greve, apesar de liminar

Os professores da Escola Técnica Estadual Bento Quirino de Campinas decidiram manter a greve, apesar da decisão da Justiça que, na semana passada, determinou o retorno às aulas.Como as aulas não foram retomadas, pais de alunos decidiram registrar um boletim de ocorrência por desobediência, no 4.º Distrito Policial da cidade, contra a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo.Os professores e funcionários da escola estão parados desde fevereiro, quando começou a greve das Escolas Técnicas e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo. No final de março, um grupo de 29 pais de alunos entrou na Justiça com um mandado de segurança exigindo a retomada das aulas, e obteve liminar.O prazo concedido pela Justiça para que a escola voltasse às atividades foi encerrado na segunda-feira. A liminar estipula R$ 10 mil de multa ao Estado por dia de paralisação.A greve dos professores e funcionários de escolas técnicas e Fatecs, administradas pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica PaulaSouza (Ceeteps), foi iniciada em 16 de fevereiro. Os grevistas pedem 72% de reajuste.O governo do Estado afirma que não pode conceder o reajuste para não desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Secretaria informou que vai recorrer da decisão judicial.

Agencia Estado,

27 de abril de 2004 | 11h12

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