VANESSA STOLLAR/ FotoRepórter/AE
VANESSA STOLLAR/ FotoRepórter/AE

Professores levam protesto para Secretaria da Educação

12 mil protestaram na Rua da Consolação; categoria reivindica 34,3% de reajuste salarial

PRISCILA TRINDADE E GABRIEL PINHEIRO, Agencia Estado

12 Março 2010 | 18h15

Professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo fazem nessa tarde uma passeata em direção à Praça da República, onde fica a sede da Secretaria da Educação de São Paulo, no centro da capital. Por volta das 14 horas, eles iniciaram uma assembleia no vão do livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), quando decidiram manter a greve.  

 

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), com o deslocamento das 12 mil pessoas para a Rua da Consolação, a Avenida Paulista foi liberada às 17h, após permanecer cerca de duas horas bloqueada. A faixa da esquerda da Consolação está interditada na altura da Rua Pedro Taques, sentido centro.  

 

Veja mais:

link Assembleia dos professores fecha Avenida Paulista

 

A categoria aprovou a greve na última sexta-feira, para reivindicar 34,3% de reajuste salarial, além de incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) afirmou que o movimento grevista alcançou 80% de adesão em todo o Estado.  

 

Um professor de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental tem salário-base de R$ 785,50, na jornada de 24 horas semanais e, na jornada de 40 horas semanais, o valor passa para R$ 1.597,55. Já o corpo docente que leciona para alunos da 5ª a 8ª série e no Ensino Médio, o salário-base é R$ 909,32 e R$ 1.834,85 para 40 horas semanais.

 

Lamento 

 

A Secretaria de Estado da Educação divulgou nota na noite desta sexta-feira em que lamenta a greve feita por professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo. Segundo a Secretaria, o movimento é "esvaziado, político e inimigo da educação". A categoria aprovou a greve na última sexta-feira, 5, para reivindicar reajuste salarial e gratificações.

 

De acordo com o texto, a adesão a greve foi em torno de 1% do total dos docentes. Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) afirmou que o movimento grevista alcançou 80% de adesão em todo o Estado.

 

Hoje, cerca de 12 mil pessoas realizaram uma assembleia às 14 horas no vão do livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, no centro da capital. Na reunião, a categoria decidiu manter a greve. Em seguida, os funcionários fizeram uma passeata até a Praça da República, onde fica a Secretaria da Educação. As ações refletiram no trânsito com a interdição total da Paulista e parcial da Rua da Consolação.

 

A Secretaria destacou que os grevistas terão desconto salarial relativo às faltas. Para o órgão, não há justificativa para a reivindicação de 34% de aumento linear para os professores, "medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões".

 

Notícia atualizada às 20h37 para acréscimo de informações

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