Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Professores fazem manifestação na Praça da Sé no dia do trabalho

Ato não teve participação de sindicatos e foi organizado pelas redes sociais

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

01 Maio 2015 | 18h40


SÃO PAULO - Cerca de 50 pessoas participaram de uma manifestação na tarde desta sexta-feira, dia 1, na Praça da Sé em apoio à greve dos professores de São Paulo e Paraná. O ato foi convocado pelas redes sociais por professores da rede estadual paulista. 

Nenhum sindicato participou oficialmente da mobilização. Um pequeno grupo de manifestantes ainda se reuniu por volta das 17h na Praça da República, na frente da sede da Secretaria Estadual de Educação do Estado. No local, a Apeoesp, principal sindicato da categoria, organiza um acampamento por causa da greve -  que já dura quase 50 dias.

Os professores de São Paulo exigem melhorias nas condições de trabalho e reajuste salarial de 75%. Até agora o governo Geraldo Alckmin (PSDB) não ofereceu proposta de reajuste aos professores, somente uma promessa de manutenção da política de valorização. O governo insiste que a greve é política e não tem grande adesão. 

No Paraná, a greve é motivada pela aprovação na Assembleia Legislativa de um projeto do executivo que faz alterações na previdência estadual. O projeto, que ainda não foi sancionado pelo governador Beto Richa (PSDB), transfere 33 mil servidores aposentados para um fundo que não é financiado com o dinheiro do Tesouro estadual - mas com uma espécie de poupança da própria previdência. Com a alteração, o Estado poderá poupar cerca de R$ 1,5 bilhão por ano. 

O movimento dos trabalhadores tentavam evitar a aprovação por temerem o desequilíbrio do fundo, principalmente no futuro. Os professores voltaram à greve, no dia 27 de abril, porque o governo descumpriu o acordo de não colocar o projeto em votação sem uma discussão maior. A categoria havia permanecido em greve durante todo o mês de fevereiro.

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