Professores fazem greve geral contra cortes na França

Junto com outros funcionários públicos, cerca de 300 mil pessoas protestaram contra ações do governo Sarkozy

Reuters

15 de maio de 2008 | 15h40

Milhares de professores franceses e outros trabalhadores do setor público entraram em greve nesta quinta-feira, 15, para protestar contra cortes nos empregos e reformas anunciadas pelo governo conservador do presidente Nicolas Sarkozy.  Essa é a terceira greve ampla do setor público desde que Nicolas Sarkozy assumiu o poder há um ano prometendo reformas para revigorar a economia. Sindicatos já planejam uma greve maior em 22 de maio.  A questão principal dos protestos desta quinta-feira, 15, eram os planos de corte de 11.200 empregos em educação, incluindo mais de oito mil postos de professores, através da não substituição de um a cada dois empregados que se aposentam.  O governo diz que os cortes são necessários para conter as despesas públicas e balancear o orçamento até 2012, de acordo com o comprometimento francês com a União Européia. "Os cortes nos empregos causarão uma disfunção no serviço público. Haverá menos oferta de serviços e classes maiores", disse Patrick Gonthier, líder do sindicato UNSA de educação à rádio France Info. Ele disse esperar que 75% dos professores parassem, o que qualificou de "demonstração de força."  Até o meio-dia, o ministério da Educação disse que 34% dos empregados, cerca de 300 mil pessoas, estavam em greve. O sindicato dos professores forneceu números maiores, dizendo que essa greve era maior que a anterior em março. O ministro da Educação Xavier Darcos se recusou a recuar apesar dos protestos e criticou a greve. "Esses métodos não se adaptam aos problemas que enfrentamos hoje", disse à televisão LCI. Uma grande demonstração está marcada ainda para esta quinta-feira em Paris.  Os sindicatos chamaram também os trabalhadores de hospitais, do mistério das finanças e controladores de tráfego para se juntarem à greve.

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