Professores entram em greve em sete federais

Cerca de 300 professores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, decidiram nesta terça-feira entrar em greve, depois de rejeitar as propostas do Ministério da Educação. Com isso, sobe para sete o número de instituições federais com paralisação: a do Amapá (UFCAP), da Bahia (UFBA), de São Paulo (Unifesp), Rural do Rio de Janeiro (UNIR-RJ), Lavras e dos centros federais de Tecnologia em Minas Gerais (Cefet-MG) e Bahia (Cefet-BA).Representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes) reuniram-se novamente com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e o secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC), Jairo Jorge, para mais uma rodada de negociações salariais.A proposta do governo é aplicar R$ 372 milhões do orçamento do MEC no aumento salarial dos professores, segundo a Agência Brasil, vinculada ao governo federal. A Andes reivindica mais R$ 70 milhões para extinguir a Gratificação por Produção (GED) e equalizar o salário de docentes na ativa e aposentados, além de 15% a mais para mestres e doutores.A Agência Brasil afirma que "várias instituições federais, que representam mais de 80% da categoria, já aceitaram a proposta do governo: as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Piauí (UFPI), de Goiás (UFGO), do Mato Grosso do Sul (UFMS), do Mato Grosso (UFMT), de Minas Gerais (UFMG), de São João Del Rei (UFrei), de São Carlos (UFscar), do Paraná (UFPR) e do Rio Grande do Sul (UFRGS)".A expectativa da Andes, segundo a mesma agência, é de que até quinta-feira mais 15 instituições anunciem adesão à greve.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.