Professores em greve se acorrentam em praça de Minas

Há denúncias de que integrantes do sindicato estariam sendo intimidados por policiais à paisana; governo nega acusações

Aline Reskalla, Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

12 Setembro 2011 | 19h44

Professores mineiros em greve há 98 dias se acorrentaram nesta segunda-feira no Pirulito da Praça Sete, monumento localizado no centro de Belo Horizonte, em protesto contra o que consideram descaso do governo do Estado com a categoria. O protesto reuniu cerca de 30 grevistas e terminou às 19h.

 

A coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindiUte-MG), Beatriz Cerqueira, disse que a manifestação foi a maneira encontrada pela categoria para chamar atenção da população para o drama vivido pelos professores da rede estadual. "Tivemos o segundo mês de salário cortado e o governo não estabelece uma negociação", disse a sindicalista.

 

Nesta segunda-feira, Beatriz Cerqueira e deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas foram à Ouvidoria da Polícia Militar do Estado solicitar apuração das denúncias de que integrantes do sindicato estariam sendo intimidados por policiais à paisana. A comissão pediu o afastamento imediato do comandante-geral da PM, coronel Renato Vieira, que teria se negado a registrar boletim de ocorrência do caso. O governo de Minas nega as acusações.

 

A categoria rejeitou proposta de piso linear de R$ 712 para uma jornada de 24 horas semanais oferecida pelo Estado e reivindica o piso nacional, de R$ 1.187.

Em nota, o governo afirma que já cumpre a Lei Federal 11.738, que estabelece o piso nacional para os professores dentro do modelo de subsídio. "Dentro deste modelo, o menor salário pago é de R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais e escolaridade de nível médio - 57% acima do valor estabelecido pelo MEC (Ministério da Educação)", diz a nota.

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