Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Professores em greve bloqueiam rodovia Régis Bittencourt

Justiça vetou protestos da categoria que fechassem estradas; segundo governo estadual, sindicato pode ser multado

O Estado de S. Paulo

07 Maio 2015 | 14h38

SÃO PAULO - Cerca de 50 professores da rede estadual, em greve há 55 dias, bloquearam a rodovia Régis Bittencourt em um protesto no início da tarde desta quinta-feira, 7. Durante 15 minutos, a estrada ficou obstruída na altura do km 284, em Itapecerica da Serra, no sentido São Paulo.

O ato ocorreu pouco depois do meia dia, informou a Polícia Rodoviária Federal. Por volta das 13 horas, no entanto, os motoristas ainda enfrentavam cerca de 1 quilômetro de filas na via. De acordo com a PRF, não houve registros de tumulto.

Em 22 de abril, a Justiça proibiu o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de fechar estradas em protestos, em ação movida pelo governo estadual.A multa é de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Uma semana depois, o governo pediu a Justiça que multasse o sindicato após professores bloquearem a rodovia SP-101, na região de Campinas

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado, a restrição vale para todas as estradas paulistas, federais ou estaduais. A manifestação desta quinta, defendeu o órgão, também é passível de multa.

A PRF informou que não há ações específicas da União contra os bloqueios das vias federais. Já a Apeoesp disse que ainda não teve conhecimento sobre o ato que parou a Régis Bittencourt no começo da tarde.


Reivindicações. A categoria pede reajuste de 75,33%, para equiparação salarial com outras carreiras de nível superior. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que a categoria já teve aumento de 45% nos últimos quatro anos. Também sustenta que o movimento da Apeoesp tem baixa adesão. A entidade diz que a maioria dos professores cruzaram os braços.

Na tarde desta quinta-feira, haverá uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça paulista entre o sindicato e o governo estadual para discutir as reivindicações salariais dos docentes. Nessa manhã, Alckmin disse que não vai negociar com a categoria na audiência. 

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