DENNY CESARE/CÓDIGO19
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Professores em greve bloqueiam acesso a Viracopos por uma hora

Cerca de 50 docentes, segundo a PM, formaram uma barreira na Avenida José Amgarten, única ligação entre as Rodovias Santos Dumont e Miguel Melhado Campos (SP-324) e o aeroporto

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

20 Maio 2015 | 14h13

SOROCABA - Um protesto de professores em greve contra o governo estadual bloqueou durante uma hora, na manhã desta quarta-feira, 20, o único acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo. Cerca de 50 docentes, segundo a Polícia Militar, formaram uma barreira na Avenida José Amgarten, única ligação entre as Rodovias Santos Dumont (SP-79) e Miguel Melhado Campos (SP-324) e o aeroporto. O grupo tentou entrar no saguão, mas foi barrado pela PM, com base em liminar que proibia atos no local. 


O protesto começou pouco antes das 8 horas, reunindo docentes de Jundiaí, Várzea Paulista, Carapicuíba e Franco da Rocha. Como o trânsito era intenso, logo o congestionamento tomou toda a extensão da avenida e se estendeu por três quilômetros em cada sentido da Santos Dumont. Uma estrada paralela à via, usada para circulação interna, foi aberta emergencialmente para permitir acesso à área de embarque. 

De acordo com a PM, os manifestantes liberaram a passagem por volta das 9 horas. A publicitária Manuela Coelho, que seguia de Sorocaba para Vitória (ES), ficou presa 40 minutos no engarrafamento. Ela conseguiu pegar o avião porque o voo atrasou. De acordo com a concessionária Brasil Aeroportos, não houve suspensão ou atraso em voos em razão do protesto. 

Os professores da rede estadual estão em greve desde o dia 13 de março e reivindicam aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias do funcionalismo com nível superior. Pedem ainda reabertura de classes fechadas e melhores condições de trabalho. O governo do Estado informou ter dado reajuste de 45% no acumulado dos últimos quatro anos. 

Na segunda-feira, 18, a Justiça multou a Apeoesp, principal sindicato da categoria, por ter bloqueado as rodovias Régis Bittencourt, Anchieta e Hélio Smidt em R$ 300 mil.

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