Professores e funcionários da Unicamp decidem entrar em greve

Docentes, servidores e alunos da USP também aprovaram paralisação por tempo indeterminado

O Estado de S. Paulo

22 Maio 2014 | 16h05

Atualizado às 17h55.

Professores e funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram nesta quinta-feira, 22, entrar em greve contra o congelamento de salários das categorias. Os servidores cruzam os braços a partir de sexta, 23, e os docentes param na terça-feira, 27.

Cerca de 100 pessoas participaram da assembleia da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp) na tarde desta quinta. "A mobilização deve ser grande porque a categoria está muito insatisfeita", reclamou o presidente da entidade, Paulo César Centoducate. Os professores da universidade não fazem greve geral desde 2009.

Em assembleia na tarde desta quinta, os técnico-administrativos da Unicamp também aprovaram greve por tempo indeterminado. As categorias ainda farão assembleias setoriais para discutir os rumos da mobilização. 

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), professores e funcionários fazem assembleias nesta quinta para discutir se interrompem as atividades. Dos 34 câmpus da instituição, em dez os funcionários já aprovaram a greve - Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Franca, Jaboticabal, Presidente Prudente, Assis, São Paulo e Sorocaba.

Entre os professores, a greve já está aprovada nos câmpus de Franca, Rio Claro, Presidente Prudente, Marília, Sorocaba e no Instituto das Artes, na capital.  "Nunca vi uma resposta tão rápida, intensa e massiva à oferta de reajuste zero oferecida pelos reitores", relatou o presidente da Associação de Docentes da Unesp, João Chaves. Segundo ele, a ideia é que a mobilização pressione os reitores a recuar na proposta de congelamento.

Crise das universidades. Docentes, servidores e alunos da Universidade de São Paulo (USP) também aprovaram greve por tempo indeterminado em assembleia nessa quarta-feira, 20. As categorias cruzam os braços a partir da próxima terça-feira, 27. No mesmo dia, haverá uma audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir a crise nas universidades estaduais.

A mobilização ganhou força depois que o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) manteve nessa quarta-feira a proposta de reajuste zero aos professores e funcionários das três instituições. A grave situação financeira da USP, que gasta 104% das receitas com salários, foi o que mais pesou na decisão.

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