Professores desistem da greve e diminuem reivindicação

Servidores públicos da educação desistiram, pelo menos por enquanto, da greve. Em assembléia no vão livre do Masp, nesta quinta-feira, a maioria dos cerca de 3 mil professores de escolas estaduais recusou a proposta de paralisação. Na rede municipal, os docentes decidiram aguardar novas rodadas de negociação. A hipótese de greve também foi descartada pelos professores e funcionários das universidades estaduais. Associação de professores universitários abaixou para 14,45% o pedido de reajuste de salário, que era de 20%. Apesar de reivindicar reajuste salarial de 20%, a Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) aceitou em assembléia o índice oferecido de 14,45%, depois de duas reuniões com os reitores. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) também retirou o indicativo de greve. Hoje ainda ocorrerão assembléias de servidores das Universidades Estadual Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp). A proposta de greve na rede estadual perdeu para a defendida pela cúpula do Sindicato dos Profissionais do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). O presidente da entidade, Carlos Ramiro, preferiu iniciar um calendário de mobilização e realizar nova assembléia em junho. Ele se reúne hoje com o chefe da Casa Civil do Estado, Arnaldo Madeira, para negociar o reajuste. A categoria pede 24,9% de reposição. Também nesta quinta-feira, em cerimônia de lançamento de um programa de bolsas de mestrado para professores, o governador Geraldo Alckmin descartou a hipótese de conceder aumento imediato. "Há queda de arrecadação há dois meses." Depois da votação na Avenida Paulista, os professores se juntaram a outros servidores e seguiram até a Praça da República. Os docentes da rede municipal também acompanharam a passeata após sua assembléia, realizada diante da Secretaria da Gestão Pública.

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