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Professores de universidades federais encerram greve após 139 dias

Segundo sindicato, a greve mais longa da história foi encerrada porque negociação com o Ministério da Educação "não avançava"

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2015 | 17h25

Atualizada às 21h47

SÃO PAULO - Mesmo sem concordar com a proposta de reajuste salarial do Ministério do Planejamento, os professores das universidades federais decidiram encerrar a greve mais longa da categoria, que já durava 139 dias. Eles devem voltar às aulas entre hoje e sexta-feira.

Segundo o Andes, um dos sindicatos da categoria, 37 das 63 universidades ainda estavam em greve na semana passada, além de dois institutos federais. Algumas instituições grandes, como a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Federal Fluminense (UFF), já haviam saído da paralisação. 

O Andes disse que ainda haverá protestos por aumento dos salários. A entidade recusou a última proposta do governo federal, de 5,5% de reajuste em agosto do ano que vem e 5% em janeiro de 2017. Os grevistas pediam 27%. 

“Terminamos a greve porque a negociação não avançava. A paralisação foi longa por responsabilidade do governo”, afirma Paulo Rizzo, presidente do Andes. Na semana passada, a Fasubra, sindicato dos funcionários técnicos administrativos das universidades federais, aceitou a proposta do governo federal. “Isso, de certa forma, nos isolou”, admitiu Rizzo.

O calendário de reposição de aulas deverá ser decidido em cada universidade. Na UFRJ, por exemplo, as inscrições para o segundo semestre começaram somente nesta terça-feira e devem estender-se até o próximo dia 23. As aulas serão de 26 de outubro até 18 de março do ano que vem. Já na UFF foi iniciado um processo de reposição na semana passada nos cursos de Humanas.

MEC e Janine. Procurado, o MEC informou que continuará “mediando o diálogo e novas reuniões serão agendadas com os sindicatos que representam os docentes e servidores”. O Ministério do Planejamento, que negocia com os grevistas, disse que a proposta de reajuste está mantida, mas ainda são debatidos outros pontos das reivindicações com a categoria. 

Já o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, classificou a greve dos servidores das universidades como “longa e injusta” em sua página em uma rede social. Em resposta às declarações, o Andes criticou a “omissão” do antigo chefe da pasta, substituído por Aloizio Mercadante (PT) na semana passada.

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