Professores de SP terão curso para identificar alunos superdotados

O objetivo é estimular as diferentes inteligências em sala de aula, identificar os alunos com superdotação e prevenir a discriminação

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

03 Março 2015 | 14h22

Os professores da rede municipal de São Paulo terão treinamento para identificar e trabalhar em sala de aula com estudantes com altas habilidades e superdotação. O curso é optativo e terá, inicialmente, 80 vagas. 

O objetivo das aulas, que serão dadas em parceria com a Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (APAHSD), é de estimular as diferentes inteligências em sala de aula, identificar os alunos com superdotação e prevenir a discriminação. 

Na justificativa do curso, publicada nesta terça-feira, 3, no Diário Oficial do Município, apontou-se que "esta população ainda não é identificada de forma correta". "Estas crianças  normalmente, por não se enquadrarem nos padrões de ensino, muitas vezes são confundidas como crianças com hiperatividade ou com distúrbios de aprendizagem. A orientação correta é fundamental, assim como a valorização do potencial dos alunos", diz o texto.

Poderão participar do curso professores de educação infantil, fundamental I e coordenadores pedagógicos que atuem na rede municipal.  

No final de 2014, a Prefeitura regulamentou a lei nº 15.919, que dispõe sobre o atendimento educacional de alunos com altas habilidades ou superdotados em São Paulo. Eles devem ser atendidos em salas regulares, segundo a lei, onde podem receber auxílio para potencializar as habilidades por meio de enriquecimento curricular, expansão de recursos de tecnologia, materiais pedagógicos e bibliográficos da área de interesse, 

O atendimento integra a Política de Atendimento de Educação Especial do Município de São Paulo. Aos alunos superdotados são assegurados "currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica para atender às suas necessidades", de acordo com a lei.

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