Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Professores de SP protocolam denúncia em escritório da ONU sobre condições de trabalho

Carta foi levada nesta terça-feira, 5, por docentes ligados à Apeoesp; Documento também solicita apoio à greve da categoria na rede estadual de São Paulo

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 16h34

Professores da rede estadual de São Paulo protocolaram nesta terça-feira, dia 5, denúncia à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as condições de trabalho da categoria. Uma carta foi levada nesta manhã ao escritório da ONU em São Paulo por representantes da Apeoesp, principal sindicato da categoria.

Na carta, os professores ainda solicitam apoio à greve dos professores. A paralisação na rede já dura mais de 50 dias. A categoria pede reajuste de 75% para equiparar os salários dos professores à média dos ganhos de profissionais com o mesma titulação. Até agora, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) não propôs nenhum índice de reajuste para o ano - mas se comprometeu a manter a política de valorização dos últimos quatro anos.


O documento foi entregue por professores ligados à subsede da Apeoesp de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. "O objetivo é chamar a atenção para o abandono em que se encontra a educação no Estado de São Paulo", diz comunicado sobre a ação.

O sindicato cita "o abandono das escolas" do Estado e corte de verbas para compra de insumos básicos ocorrido no fim do ano passado. Também cita o alto índice de professores que adoecem por causa do trabalho e precisam se licenciar.

A carta é direcionada à secretaria geral da Onu, à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e à comissão de Direitos Humanos.

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