JF Diorio
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Professores de cursinhos dizem que prova da Unicamp foi bem elaborada

Atualidades foram consideradas diferencial no exame; propostas de redações agradaram

10 Novembro 2013 | 21h32

Os cursinhos de São Paulo consideraram que a prova do vestibular da Unicamp não trouxe grandes surpresas e foi "bem elaborada".A coordenadora pedagógica do curso e colégio Objetivo, Vera Antunes, achou a prova da Unicamp ideal para a primeira fase do vestibular. Para ela, o conhecimento geral básico do aluno foi testado, sem pegadinhas. “A prova foi excelente, conteudista e vai selecionar mesmo. Não perguntou nada dificílimo, mas precisava estar preparado”, explica.

Já o coordenador pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, relata que a prova apresentou o nível de dificuldade esperado pelos professores. Para ele, quem estudou com base nas provas anteriores não teve surpresas, pois neste ano também não havia cálculos complicados. Tasinafo acredita que o índice de acertos nas questões de múltipla escolha será alto e o que definirá a classificação dos alunos será a redação.

No Anglo Vestibulares, a prova foi considerada adequada e com um bom nível de dificuldade. Para o coordenador-geral Luís Ricardo Arruda, os temas da redação foram atuais. “O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderia ver como se faz uma prova. Os testes estavam bem enunciados. Uma questão muito fácil não seleciona ninguém, uma muito difícil seleciona menos ainda. O nível foi adequado, diferenciando os que sabem mais dos que sabem menos”, explicou.

Para Edmilson Motta, coordenador-geral do Curso Etapa, a prova teve perguntas diretas, de complexidade média e baixa, o que a "destoa" dos demais exames de conhecimentos gerais, como Fuvest e Enem. "Neste ano teve questões de artes, com a imagem de Andy Warhol, e uma questão de Filosofia. Percebe-se um cuidado com temáticas recentes, como a Primavera Árabe, e a mobilidade urbana. Os estudantes vão poder mostrar bem quais são seus conhecimentos."

No Cursinho da Poli, os professores de cada área abordada na prova avaliaram os testes como positivos. De acordo com o professor de História Elias Feitosa, a prova teve um padrão mais geral e não fugiu do que já era esperado. Para ele, a prova cumpriu seu papel de primeira fase, deixando a parte mais específica para a próxima etapa. “Geografia teve uma abordagem tradicional, cobrou mais informação do que análise e interpretação. História tivemos pelo menos duas questões interdisciplinares, misturadas com Geografia”, disse.

Na prova de Matemática, os cálculos foram considerados simples e objetivos pelo professor Alessandro Menezes. "As questões foram tradicionais, sem surpresas", afirmou. Já o professor de Ciências Biológicas Joel Pontin afirma que a Unicamp manteve o padrão de alta qualidade, trazendo para a prova temas atuais de relevância e primando por questões contextualizadas. De acordo com ele, na prova “não há assuntos descabidos, até mesmo para o universo das escolas públicas”.

Redação. Para Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do curso e colégio Objetivo, o estudante tinha de ter cuidado com a proposta de redação que exigia um relatório de atividades culturais desenvolvidas em um colégio. Segundo Maria Aparecida, o enunciado dava a crer que as atividades culturais ainda deveriam ser desenvolvidas no futuro por um grupo de um colégio, mas, na verdade, o relatório deveria mencionar atividades que já haviam sido desenvolvidas e que pudessem garantir a participação do grupo em um novo concurso cultural. "O que tem prejudicado os estudantes é não ler o enunciado direito, não observar o que caracteriza o gênero textual e qual é a proposta. Um vestibular como o da Unicamp pede que o estudante fuja do padrão dissertativo e narrativo."

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