Professores das universidades estaduais de SP mantêm greve

Professores, alunos e funcionários fizeram um ato para pressionar os reitores a rever a decisão de congelar os salários em 2014

Luiz Fernando Toledo , O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2014 | 16h55

SÃO PAULO - Terminou sem acordo a reunião dos representantes das três universidades estaduais de São Paulo com a vice-reitora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e presidente do Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), Marilza Vieira Rudge. Nesta terça-feira, professores, alunos e funcionários fizeram um ato para pressionar os reitores a rever a decisão de congelar os salários de docentes e servidores em 2014, por causa da crise financeira das instituições. A greve das categorias está mantida. 

Segundo o professor da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) e coordenador do Fórum das Seis, que reúne entidades sindicais da USP, Unesp e Unicamp, César Minto, a negociação continua fechada. "Não avançou nada. Eles sempre dizem que continuam abertos a negociação, mas não querem acordo". A reunião foi encerrada por volta das 14 horas.

Por volta das 16h30, cerca de 300 professores e funcionários estavam na Assembleia Legislativa, assistindo à sessão da Comissão de Finanças e Orçamento.  Eles querem o aumento do repasse do ICMS do Estado para 11,6%. Hoje o valor é de 9,57%. "Este valor está desde 1995. Já houve ampliação das atividades nas três universidades", disse Minto. O objetivo dos grevistas é garantir que a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2015 tenha emendas que tratem da elevação dos repasses às universidades. 

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