Professores das federais discutem greve neste sábado

Professores das universidades federais discutem neste sábado, em Recife, a possibilidade de entrar em greve por reajuste salarial de cerca de 50%. O presidente do Andes-Sindicato Nacional, Luiz Carlos Gonçalves Lucas, defende a paralisação, ainda sem data prevista. Mas, para ser deflagrado, o movimento depende da aprovação da categoria em assembléias nas instituições federais de ensino superior."Espero que o governo não nos obrigue a ir até a greve. A gente não está querendo fazer, queremos negociar", disse Lucas nesta sexta-feira. A reunião deste sábado poderá resultar apenas em um indicativo de paralisação. Participarão do encontro cerca de 30 professores ligados ao setor das federais do Andes-Sindicato ? que representa também os docentes das universidades estaduais e particulares.Segundo Lucas, o Ministério da Educação propõe reajuste da Gratificação de Estímulo à Docência (GED), que não beneficia todos os professores. A proposta representaria aumento salarial de 13% a 34,5% - o índice médio, segundo o presidente do Andes, porém, ficaria em torno de 15%.Mais do que o índice de reajuste, contudo, a principal reclamação dos docentes é contra a GED. O sindicato gostaria que o aumento atingisse o salário-base da categoria, para beneficiar por igual os ativos e inativos. Sem o reajuste, a folha de pagamento dos professores e servidores técnico-administrativos das federais deverá custar R$ 7 bilhões, este ano, ao Ministério da Educação (MEC).

Agencia Estado,

01 de maio de 2004 | 05h09

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