Professores dão dicas para a 2ª fase da Fuvest e Unicamp

Pode até dar uma 'paradinha' no Réveillon, mas a recomendação é manter o ritmo, treinar bastante a redação e visitar os locais de prova com antecedência

Elida Oliveira, Especial para o Estadão.edu

30 Dezembro 2009 | 16h09

As dicas dos professores ouvidos pelo Estadão.edu sobre a 2ª fase da Fuvest e da Unicamp, que serão realizadas na primeira quinzena de janeiro, passam tanto pela preparação pessoal do candidato quanto pela atenção às questões propostas em cada exame.    A Fuvest alterou o modo de seleção e a Unicamp mantém o modelo anterior. Ambos os exames vão cobrar questões dissertativas dos alunos para todas as matérias. Em provas de física e matemática, por exemplo, é preciso demonstrar o cálculo. "Tem que lembrar de colocar a fórmula, senão, vão achar que você colou", diz o coordenador de vestibular do Sistema Anglo de Ensino, Alberto Francisco do Nascimento. Para ele, o primordial para os candidatos é manter a autoconfiança. "Ninguém sabe tudo. É preciso valorizar o que sabe e manter a tranquilidade."   Fuvest Para Nascimento, o roteiro do aluno neste fim de ano deve passar pelos estudos "em ritmo normal, sem avançar a noite", com direito a uma pausa no Reveillon. "Tem que comemorar, mas sem beber muito", aconselha. No dia seguinte, Nascimento recomenda um estudo 'light'. "Pode dormir até mais tarde, mas se der, continuar revisando alguns conteúdos."   No sábado, dia 2, o trajeto até o local de prova poderá ser feito com calma pelo candidato, após checar o endereço que poderá ser diferente do local em que foi feita a primeira fase do vestibular, em novembro. "O aluno tem que cronometrar quantos minutos levará no trajeto, sempre considerando que o horário máximo para chegar na prova é 12h30, quando os portões abrem, e não 13 horas, quando eles fecham", alerta.   As provas da Fuvest deste ano terão um novo modelo de avaliação, com três dias de provas dissertativas. No domingo, dia 3, haverá a redação e a prova de português. Ambas somam 100 pontos. "A redação ganha uma importância em relação às outras disciplinas porque, sozinha, valerá 50 pontos", diz Nascimento.   Para o coordenador geral do curso Etapa, Edmilson Motta, há tempo de treinar a escrita. "Os candidatos podem pegar os temas de atualidades e tentar fazer dissertações sobre isso. Depois, mostrar para o amigo, a mãe, quem for, para ver se está compreensível", diz. Motta também aconselha que o aluno reveja modelos de coletânea de textos. "A própria redação da Unesp é um bom exemplo para este caso", lembra. Nascimento alerta para a grafia. "Não precisa traçar letras artísticas, mas é preciso escrever de modo compreensível."   O segundo dia de provas da Fuvest, no dia 4 de janeiro, haverá as questões dissertativas sobre todas as disciplinas para todos os candidatos, incluindo inglês. "Essa mudança é ótima", diz Vera Lucia da Costa Antunes, coordenadora do cursinho Objetivo. "Com eventos internacionais acontecendo no País, como a olimpíada, cada vez mais precisaremos de profissionais capacitados em todas as áreas." Para Motta, do Etapa, há chance de aparecerem questões interdisciplinares. "Não sabemos se serão questões contextualizadas ou propondo um tema e fazendo perguntas de várias disciplinas. Mas as interdisciplinares deverão aparecer", disse.   No terceiro dia, em 5 de janeiro, haverá as provas específicas de cada área. "Acho que serão questões com o mesmo nível das específicas do ano passado, mas o candidato deve tomar cuidado com o tempo. Como será dissertativa, não poderá passar muitos minutos escrevendo", diz Nascimento. Ainda assim, ele recomenda que o candidato se concentre e demonstre tudo o que sabe. "Ele deve fazer transparecer a sua capacidade de raciocínio e de desenvolvimento do tema, mas sem fugir do que a questão pede."   Para algumas carreiras da USP ainda será necessário passar pelas provas de habilidades específicas de 6 a 8 de janeiro, como Artes Cênicas e Arquitetura. Em outras áreas, esta foi a primeira etapa, feita ainda em novembro e com caráter eliminatório, como Música e Artes Plásticas.     Unicamp A 2ª fase da Unicamp terá 4 dias de prova, cada um com 24 questões dissertativas de duas disciplinas diferentes. Como elas geralmente aparecem com itens A e B, os professores consideram que os alunos responderão a 48 perguntas dissertativas. "Para quem sabe a matéria e quer desenvolver o raciocínio, o tempo é muito escasso", diz Nascimento, do Anglo.   Motta, do Etapa, considera a prova "comprida". Neste caso, vale a dica de resolver um pouco de cada disciplina e pular as questões que não souber resolver. "Como o aluno não pode zerar em nenhuma matéria, é importante que ele desenvolva alguns itens para obter pontuação." O coordenador do Etapa lembra que como as provas da Unicamp são as mesmas para todos os candidatos, há questões fáceis, médias e difíceis. "Às vezes elas até aparecem nesta ordem, e então o candidato pode responder as mais fáceis primeiro", aconselha.   Vera Lucia considera a segunda fase da Unicamp uma "das mais difíceis". "Para resolvê-la, é preciso estar realmente preparado." Por isso, Nascimento lembra que a alimentação neste dia é muito importante. "O candidato pode almoçar mais cedo e seguir para a prova. Também é aconselhável levar um lanchinho: uma barrinha de cereal, um sanduíche. E vestir roupas leves."

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