PAULO LIBERT/AE
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Professores dão dicas a candidatos que prestarão vestibular de inverno

Coordenador do Anglo Tamandaré recomenda que, além de estudar o conteúdo, estudante analise modelo de prova de cada processo seletivo

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 19h28

Ler a questão com calma antes de respondê-la pode não afastar todo o nervosismo, mas ajuda. Brigar com as questões atrapalha, e ter confiança é indispensável para um bom desempenho. Quem diz são os professores. O roteiro é o mesmo de todos os anos. Mesmo assim, a poucas semanas do início dos vestibulares de inverno, a ansiedade toma conta dos estudantes. Faculdades tradicionais como Mackenzie, a Fundação Getulio Vargas e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) selecionam parte dos alunos já no final deste semestre. 

De acordo com Thales Trigo, coordenador do cursinho pré-vestibular do Anglo Tamandaré, o estudante precisa atentar, além do conteúdo, ao modelo de prova de cada processo seletivo. “O candidato precisa saber qual é o programa do vestibular, como são feitas as questões”, afirma. Antônio Mário Salles, coordenador e professor de Química do curso pré-vestibular do Objetivo, segue a mesma linha. Ele recomenda que os candidatos refaçam os vestibulares de anos anteriores para se acostumar com o que é cobrado em cada uma das provas. “Podem surgir dúvidas ao refazer as questões, ai você começa a identificar os assuntos preferidos de cada um. Cada universidade tem um assunto ‘quente’. Na Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), por exemplo, sempre tem uma pergunta de oxirredução.” 

Dentre as famosas dicas para um bom desempenho no vestibular, como chegar com antecedência ao local de prova e levar algo para comer durante o exame, Trigo destaca um fator: o tempo. “Se for permitido levar um relógio, o aluno deve levá-lo. Administrar o relógio é fundamental.” Além disso, segundo o coordenador do Anglo, de nada adianta comparecer a todas as aulas e revisões se o aluno não se dedicar ao estudo em casa. “O estudante não aprende só assistindo a aulas. Ele consolida o conteúdo em casa. É preciso ter a solidão do estudo. Apenas assim é possível resolver sozinhos questões originais”, analisa.

Responsável por boa parte da nota, as provas de redação causam arrepios em alguns vestibulandos. Nelson Dutra, professor do cursinho do Objetivo, tranquiliza. “O que importa não é o tema, mas a capacidade de aprimorar a leitura num curto espaço de tempo, e com isso, a escrita.” Nesta reta final, ler revistas e editoriais de jornais ajudam o aluno a trabalhar a argumentação do texto opinativo, gênero cobrado na maioria das provas, segundo Dutra.

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