Professores da Unifesp protestam em frente à Bovespa

Docentes participam da greve nacional da categoria; eles pedem novo plano de carreira

Estadão.edu e Juliana Deodoro, de O Estado de S. Paulo,

12 Junho 2012 | 19h21

Professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que aderiram à greve nacional da categoria realizaram mais um ato de protesto na manhã desta terça-feira, 12, na capital. Cerca de cem manifestantes, incluindo alunos, se concentraram em frente ao prédio da Bovespa, no centro, e fizeram um apitaço para pedir mais investimentos do governo federal em educação. "Dinheiro pra Copa tem, pra educação tem que ter também", gritavam. Por volta de 14h houve uma assembleia geral.

 

Durante o protesto, os grevistas distribuíram informativos com as reivindicações dos professores. De acordo com o texto, eles exigem "ensino público gratuito e de qualidade, plano de carreira que valorize o trabalho docente e condições dignas de infraestrutura para as instituições federais".

 

Todos os seis câmpus da Unifesp estão parados. A greve atinge ao todo 53 instituições federais de ensino superior (Ifes): 49 universidades, três institutos e um centro de ensino tecnológico, segundo balanço divulgado nesta terça pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

 

A principal reivindicação dos grevistas é a revisão do plano de carreiras. O sindicato defende que o atual modelo não permite uma evolução satisfatória do professor ao longo da profissão.

 

Somente nesta terça, 25 dias após o início da paralisação, representantes do Ministério do Planejamento se reuniram com o Andes-SN. O encontro começou às 17h e ainda não terminou.

 

A greve dos docentes ganhou novo fôlego ontem, com o início da paralisação dos servidores técnicos e administrativos das Ifes. Os funcionários reivindicam um piso para a categoria de três salários mínimos.

 

No Ministério da Educação, a greve dos docentes é vista como sem justificativa. A categoria já recebeu aumento salarial de 4% retroativo a março e algumas gratificações foram incorporadas. Restou a bandeira da reestruturação da carreira. O ministro Aloizio Mercadante argumenta que há prazo legal para que essa negociação seja concluída, já que o orçamento de 2013, que irá custear as mudanças, só será fechado em 31 de agosto.

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