Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Professores da Unifesp fazem protesto na Av. Paulista

Docentes reivindicam valorização da carreira da categoria e melhores condições de trabalho

Estadão.edu,

28 de maio de 2012 | 12h12

Os professores da Unifesp realizam, na tarde desta segunda-feira, 28, uma manifestação na Av. Paulista. O protesto acontece em meio às reinvindicações para a valorização da carreira da categoria. "O Andes tinha uma reunião de negociação agendada com o Ministério do Planejamento para esta manhã e ela foi cancelada de última hora, sem qualquer justificativa", diz Virgínia Junqueira, presidente da Associação dos Docentes da Unifesp.

 

A porta-voz do secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou que a reunião com os representantes do sindicato foi adiada e que deve ser remarcada em, no máximo, duas semanas.

 

Atualmente, todos os câmpus da Unifesp estão parados. Os docentes de Diadema iniciaram a greve já no dia 17 de maio, junto com a deflagração do movimento nacional. Outras quatro unidades - Baixada Santista, São Paulo, Osasco e São José dos Campos - paralisaram suas atividades acadêmicas no dia 23. O último câmpus a aderir à greve dos docentes foi o de Guarulhos, parado desde a última sexta-feira, 25.

 

Após a deflagração do movimento docente, os estudantes da universidade também se mobilizaram. Os alunos de Diadema estão em greve e os de São Paulo estão com indicativo de paralisação a partir da próxima terça-feira, 29. O campus Guarulhos já vive uma greve estudantil há quase dois meses, reivindicando também políticas de acesso e permanência.

 

Greve

 

Nesta segunda-feira, 28, as universidades federais de Santa Maria (RS) e Grande Dourados (MT) aderiram à paralisação nacional, junto ao câmpus de Jataí, em Goiás. Com elas, já são 47 instituições federais paralisadas, entre universidades, institutos e centros de educação tecnológica.

 

Na semana passada, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse não ver motivos para a greve. Segundo ele, há prazo para que as negociações sobre a reestruturação da carreira, principal reivindicação dos docentes, seja concluída a tempo de ser incluída no Orçamento de 2013.

 

“Não vejo o porque de uma greve neste momento, neste cenário em que o governo demonstra todo interesse em cumprir o acordo e há tempo para negociar”, disse. O acordo firmado entre o governo e a categoria no ano passado previa que as definições sobre o novo plano de carreira fossem concluídas até março. Segundo o ministro, há um “atraso político”, mas não um atraso legal.

 

No final de 2011, o governo fechou um acordo com a categoria que previa um aumento de 4% a partir de março, incorporação de gratificações e reestruturação do plano de carreira para 2013. Uma medida provisória publicada na semana passada garantiu o aumento retroativo a março e a incorporação das gratificações, segundo o ministro. A principal pendência ainda é a revisão do plano, mas Mercadante argumenta que há prazo legal para que essa negociação seja concluída, já que o orçamento de 2013, que irá custear as mudanças, só será fechado em 31 de agosto.

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