Professores da Unicamp decidem não iniciar greve nesta quinta

Em assembléia nesta quarta-feira, a Associação de Docentes da Universidade Estadual de Campinas (Adunicamp) decidiu não aderir ao indicativo de greve a partir desta quinta-feira, dia 8. Ao invés disso, marcou uma paralisação para o mesmo dia.A associação repudia o reajuste proposto pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Uma nova assembléia foi marcada para o dia 14 de junho.Nesta terça-feira, os professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram também adiar o início da greve devido à falta de mobilização que a Copa do Mundo e o feriado de Corpus Christi poderiam gerar. Eles decidiram manter o chamado indicativo de paralisação, mas só vão votar a adesão definitiva no dia 19. Os professores da USP em São Paulo decidiram ainda participar da audiência pública do orçamento estadual, prevista para o próximo dia 14, e realizar uma paralisação no dia 21, para participar de atividades na Assembléia Legislativa do Estado.O campus de Ribeirão Preto da USP já está parcialmente paralisado, e os professores aprovaram greve a partir de amanhã. Uma nova assembléia será realizada na sexta-feira. Na USP São Carlos, foi mantido o indicativo de greve e assembléia, também para sexta-feira.Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), que tem campus espalhados por todo o Estado, apenas um aprovou o início da greve a partir de quinta-feira: Marília. Em Franca, foi aprovado um dia de paralisaõa nesta quarta-feira, dia 7. Outros campus realizam novas assembléias ainda nesta semana.Uma manifestação foi marcada para amanhã, reunindo grevistas das três universidades estaduais - USP, Unesp e Unicamp - na reitoria da USP.O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) afirma que os servidores da universidade entrarão em greve a partir de quinta-feira.Os professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas reivindicam 7% de reajuste salarial e mais verbas para a educação em todos os níveis. Os reitores ofereceram na reunião de negociação do mês passado apenas 0,75% de reajuste, aplicado sobre o salário de maio. Em setembro, seria mais 1,79%. Segundo a proposta, se a arrecadação do ICMS do Estado atingisse um valor R$ 40,6 bilhões, esse segundo índice seria também retroativo a maio.

Agencia Estado,

07 de junho de 2006 | 16h27

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